
Quito, 18 jun 2022 (Lusa) — O Presidente equatoriano, Guillermo Lasso, anunciou o estado de emergência em três das provÃncias do paÃs, incluindo a capital Quito, após a violência durante os protestos indÃgenas contra os preços dos combustÃveis.
“Estou empenhado em defender a nossa capital e o paÃs. Isto obriga-me a declarar o estado de emergência em Pichincha, Imbabura e Cotopaxi a partir da meia-noite de hoje”, afirmou num discurso televisivo.
O lÃder indÃgena Leonidas Iza, principal promotor dos protestos contra o Governo do Equador, ameaçou esta sexta-feira passar a “outro nÃvel”, caso o Governo não dê respostas a dez exigências para superar a crise económica.
“Se o Governo nacional não criar as condições para dar estas respostas, sim, sentimos que podermos passar a outro nÃvel”, advertiu o presidente da Confederação de Nacionalidades IndÃgenas do Equador (Conaie), numa entrevista à agência de notÃcias Efe.
Leonidas Iza respondeu desta forma ao Presidente do Equador, Guillermo Lasso, que na quinta-feira afirmou não ver qualquer motivo para os protestos dos indÃgenas e comparou a situação atual com a de outubro de 2019, altura em que houve uma mobilização semelhante que exigia a revogação de um decreto que eliminava os subsÃdios à gasolina.
O aumento dos preços dos combustÃveis e o do preço dos produtos de primeira necessidade são algumas das queixas que constam no documento com as dez exigências da Conaie.
O lÃder indÃgena responsabilizou também o atual Presidente das imposições do Fundo Monetário Internacional (FMI), como a flexibilização laboral e a eliminação dos subsÃdios.
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