
São Paulo, Brasil, 05 out (Lusa) — O presidente do Comité Olímpico do Brasil (COB), Arthur Nuzman, hoje detido, só declarou as 16 barras de ouro que tinha na Suíça após a investigação aos casos de corrupção, segundo os procuradores brasileiros.
O Ministério Público brasileiro destacou que após a primeira fase da operação “Unfair Play”, uma investigação sobre a compra de votos para que o Rio de Janeiro organizasse os Jogos Olímpicos de 2016, Nuzman declarou à Receita Federal brasileira que tinha dinheiro e 16 barras de ouro, de um quilograma cada, num cofre na Suíça.
O órgão de Justiça brasileiro destacou que o património não-declarado de Nuzman – nos últimos 10 dos 22 anos de presidência do COB – cresceu 457%, não havendo indicação clara de seus rendimentos.
