
Redação, 03 mar 2023 (Lusa) — O presidente do Comité OlÃmpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse hoje que é “demasiado cedo” para falar sobre a participação, ou não, de Rússia e Bielorrússia nos Jogos OlÃmpicos Paris2024, na sequência da guerra na Ucrânia.
Em Havana, durante uma visita de trabalho, Bach explicou que “ainda não chegou o momento” de falar da questão, com fações que apelam a que russos e bielorrussos continuem suspensos da competição internacional, e outros que pedem a sua reintegração.
O máximo dirigente do movimento olÃmpico internacional explicou que “tudo está a ser considerado”, pelos comités olÃmpicos nacionais e federações internacionais de cada modalidade, e depois disso o COI proporá “uma recomendação”, estando a “explorar formas” de proteger os atletas das decisões dos Governos dos paÃses que representam.
Em 22 de fevereiro, este organismo decidiu manter as sanções aos dois paÃses, reiterando a condenação à guerra na Ucrânia, num mês em que se assinala um ano da invasão, e após uma carta comum assinada por ministros do desporto de cerca de 30 paÃses, em que é exigido ao COI que clarifique a neutralidade exigida a russos e bielorrussos como condição para estarem em Paris2024.
Na carta, assinada pelo lado português pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, fica patente o “apoio em curso a que atletas russos e bielorrussos sejam banidos de competir em provas internacionais enquanto durar a guerra na Ucrânia”, em nova tomada de posição forte a nÃvel internacional a caminho dos Jogos OlÃmpicos Paris2024.
Além de Portugal, esta posição é assinada pela França, que acolhe os próximos Jogos OlÃmpicos e ParalÃmpicos, mas também pela Grécia, pelo Japão, que recebeu Tóquio2020, além da Itália e das ‘potências’ desportivas que são os Estados Unidos, Canadá, Alemanha e o Reino Unido.
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