
São Paulo, 16 mar 2022 (Lusa) — O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, voltou a criticar hoje a estatal petrolÃfera Petrobras e a polÃtica de paridade internacional usada pela empresa para determinar o preço dos combustÃveis no paÃs, que foram reajustados na semana passada.
“Tenho minhas crÃticas à Petrobras também. Não é aquilo que eu gostaria, não”, disse Bolsonaro para apoiantes ao sair do Palácio da Alvorada, em BrasÃlia.
“Eu não mando na Petrobras, não tenho ingerência sobre ela, mas o que a gente puder fazer, a gente faz”, acrescentou.
Na passada quinta-feira, a Petrobras anunciou um aumento de 18,77% na gasolina, de 24,9% sobre o gasóleo e 16,1% sobre o gás de cozinha, após quase dois meses sem elevar os preços.
Estes reajustes foram duramente criticados por Bolsonaro, membros do Governo, polÃticos de sua base, que temem um reflexo negativo na imagem do governante meses antes do Presidente disputar a reeleição, em outubro próximo.
A Petrobras é uma empresa controlada pelo Governo brasileiro, porém, seu capital é misto e tem ações negociadas nas bolsas de valores de São Paulo, Madrid e Nova Iorque.
Desde 2017, a Petrobras segue uma polÃtica de paridade internacional para determinar os preços que cobrará pelos combustÃveis e o gás natural no paÃs, ou seja, mantém seus reajustes em linha com os valores internacionais embora o Brasil seja um grande produtor destas ‘commodities’.
Com a guerra na Ucrânia e a constante desvalorização da moeda brasileira face ao dólar, a polÃtica de paridade internacional da Petrobras está a provocar um aumento constante nos preços dos combustÃveis e isto já traz reflexos negativos na inflação medida no paÃs.
Na terça-feira, Bolsonaro chegou a referir-se à Petrobras ao dizer que “com toda a certeza” a empresa vai reduzir seus preços diante da queda da cotação do petróleo nos mercados globais registada nos últimos dias.
Neste mesmo dia, o Presidente brasileiro disse à TV Ponta Negra, do Rio Grande do Norte, que “é impagável o preço dos combustÃveis no Brasil”.
Jair Bolsonaro também afirmou que “lamentavelmente a Petrobras não colabora com nada”.
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