
Figueira da Foz, Coimbra, 31 jan 2026 (Lusa) — O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que as Forças Armadas vão reforçar meios no terreno devido à eventualidade da ocorrência de cheias no inÃcio da próxima semana.
“[A intervenção das Forças Armadas] ampliou-se, está a ampliar-se e agora a prioridade passa a ser as inundações. É fundamental essa intervenção logÃstica nas inundações”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, na Figueira da Foz, durante a visita a diversos locais afetados pela depressão Kristin.
Lembrando que sempre foi defensor da intervenção das Forças Armadas enquanto agente de Proteção Civil, “até pela sua capacidade de mobilização”, o chefe de Estado precisou que após a deslocação para o terreno de meios militares, na sequência da depressão Kristin, em Ferreira do Zêzere e Tomar (Santarém) e Marinha Grande (Leiria), essa capacidade vai ter mais meios para prevenir consequências de inundações. Â
Marcelo lembrou ainda que nos incêndios de Pedrogão Grande, em 2017, os militares intervieram “e tiveram um papel importante de apoio logÃstico”.
“Mas, de facto, [esse apoio] arrancou alguns dias depois do momento inicial dos fogos. Estamos a tentar encurtar essa distância e antecipar a intervenção militar quando necessário”, argumentou Marcelo Rebelo de Sousa.
Já o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, frisou que o Governo está “a empenhar todos os meios da Proteção Civil, já no planeamento, na próxima semana, das cheias e inundações”, revelando “um forte empenhamento das Forças Armadas” nessas operações, em articulação com a Proteção Civil, já a partir de hoje, com botes, dispositivos de desobstrução e outros meios para a eventual retirada de pessoas.
Questionado pela agência Lusa sobre o que significa “um forte empenhamento” das Forças Armadas em termos numéricos, Rui Rocha não respondeu.
 Adiantou, depois, que o Governo já sinalizou, junto das Forças Armadas, “as necessidades e os posicionamentos” necessários durante os próximos dias, estando “tudo a ser tratado em coordenação com a Proteção Civil”, designadamente na bacia dos rios Mondego e Tejo, onde, garantiu, irão estar meios dos Fuzileiros da Marinha.
Na Figueira da Foz, além do parque de campismo, Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Rua do Pinhal, onde se situa o edifÃcio da antiga Universidade Internacional (que estava a ser reconvertido para centro de formação do IEFP), e sofreu danos elevados, a exemplo de algumas casas em redor.
A visita inclui também a Zona Industrial da Gala, concretamente a empresa de derivados de resina United Resins, que viu metade do seu armazém e 80% do seu parque fotovoltaico destruÃdos.
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JLS (AMF) // VM
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