
Antananarivo, 03 out 2025 (Lusa) – O Presidente de Madagáscar afirmou hoje que o movimento de protesto em curso desde 25 de setembro tem como objetivo “provocar um golpe de Estado”, numa declaração divulgada na sua conta oficial na rede social Facebook.
Andry Rajoelina afirmou que os jovens, que se mobilizaram nas ruas, estavam a ser manipulados.
O movimento, que inicialmente procurava denunciar os cortes de água e eletricidade, transformou-se numa contestação mais ampla do poder em vigor, com os manifestantes a exigirem agora a saÃda do chefe de Estado.
“PaÃses e agências pagaram a este movimento para me afastar, não por eleições, mas por lucro, para tomar o poder como noutros paÃses africanos», afirmou, sem dar mais detalhes.
O chefe de Estado, de 51 anos, também apontou a responsabilidade de alguns polÃticos nesta crise.
“Foi depois do movimento ter começado que os polÃticos abusaram desta situação para levar a cabo um golpe de Estado e atingir os seus objetivos e destruir o paÃs”, afirmou, sem os identificar.
Andry Rajoelina disse-se pronto para dialogar e pediu à s forças da ordem que “restabeleçam a paz”.
No entanto, não anunciou a esperada nomeação de um novo primeiro-ministro, depois de ter demitido todo o Governo na segunda-feira para tentar, sem sucesso, acalmar a ira dos manifestantes.
Após um dia de pausa nas manifestações na capital, na quinta-feira, o movimento lançou uma nova convocatória para a população sair hoje para as ruas de Antananarivo.
Em vários locais da cidade, grupos de manifestantes foram impedidos de avançar pelas forças da ordem, que utilizaram granadas de gás lacrimogéneo.
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