
Nairobi, 18 fev 2026 (Lusa) – O Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou uma amnistia para os membros do grupo extremista Al-Shebab, instando-os a deixar de combater e aproveitar os programas de reabilitação apoiados pelo Governo.
“Jovens do Al-Shebab, digo-vos: saiam. O vosso paÃs e o vosso povo precisam de vocês. O governo oferece-vos amnistia e reabilitação”, afirmou Mohamud, durante um discurso televisionado na terça-feira à noite, por ocasião do inÃcio do mês sagrado do Ramadão.
Endereçando felicitações ao povo somali e aos muçulmanos de todo o mundo, o Presidente apelou à solidariedade e ao apoio mútuo durante o Ramadão, especialmente para as comunidades afetadas pela seca em diferentes regiões deste pobre paÃs africano.
Mohamud também prestou homenagem ao Exército Nacional Somali e à s forças de segurança, destacando os seus “sacrifÃcios para defender o paÃs, manter a segurança e estabilizar as zonas recuperadas” aos combatentes extremistas.
O chefe de Estado indicou que as operações militares contra o Al-Shebab continuarão, mas dará prioridade aos esforços de reintegração dos combatentes que renunciarem à violência, permitindo-lhes contribuir para a reconstrução e o desenvolvimento do paÃs.
Nos últimos anos, a Somália intensificou a sua ofensiva contra o terrorismo, combinando pressão militar com iniciativas de reconciliação destinadas a favorecer as deserções.
O Al-Shebab, grupo afiliado desde 2012 à rede terrorista Al Qaeda, perpetra ataques frequentes para derrubar o Governo central, apoiado pela comunidade internacional, e instaurar um Estado islâmico ultraconservador.
O grupo controla zonas rurais do centro e do sul da Somália e também ataca paÃses vizinhos, como o Quénia e a Etiópia.
A Somália vive em estado de conflito e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o paÃs sem um Governo efetivo e nas mãos de milÃcias islâmicas e senhores da guerra.
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