
Olhão, Faro, 06 fev 2023 (Lusa) — O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou hoje, em Olhão, solidariedade com os povos da Turquia e da SÃria, atingidos por um terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter, que provocou cerca de 1.500 mortos.
Marcelo Rebelo de Sousa expressou a solidariedade à s vÃtimas do sismo em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a uma escola em Olhão, realizada hoje de manhã para manifestar o apoio à s autoridades locais e a um cidadão estrangeiro agredido e roubado por um grupo de jovens, em 25 de janeiro, numa ação divulgada publicamente num vÃdeo publicado nas redes sociais, que motivou indignação e condenação por parte das autoridades portuguesas.
“É uma tragédia e, se me permitem, até é maior a tragédia na SÃria, do que na Turquia. É evidente que, na Turquia, ocorre-nos pensar mais rapidamente no que aconteceu, porque é um paÃs mais próximo, mas cá está, com outras estruturas e o número de vÃtimas foi muito inferior à quilo que se imagina que é na SÃria”, afirmou o Presidente da República.
Marcelo Rebelo de Sousa disse que a sua posição já foi manifestada aos “respetivos chefes de Estado” da Turquia e da SÃria e, por esta via, “aos povos turco e sÃrio”, que esta madrugada foram atingidos por um terramoto que destruiu edifÃcios e causou cerca de 1.500 vÃtimas mortais.
Questionado sobre a inexistência de vÃtimas portuguesas na zona do sismo, que afetou o sudoeste da Turquia, junto à fronteira com a SÃria, o Presidente da República respondeu que, “até agora, era a indicação que as autoridades portuguesas tinham”.
“Mas, como imaginam, na SÃria o apuramento é mais difÃcil. E, mesmo na Turquia, no sul da Turquia. Mas, até agora, a notÃcia que eu tinha não indicava nenhuns portugueses” entre as vÃtimas, afirmou o chefe de Estado português.
O terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter que atingiu hoje o sudeste da Turquia, perto da fronteira com a SÃria e que provocou cerca de 1.500 mortos, foi um dos mais fortes registados nos últimos 100 anos.
O tremor de terra ocorreu à s 04:17 (01:17 em Lisboa), a 33 quilómetros da capital da provÃncia de Gaziantep, no sudeste da Turquia, próximo da fronteira com a SÃria, a uma profundidade de 17,9 quilómetros.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) o sismo registou uma magnitude de 7,8 e sentiram-se dezenas de réplicas.
O sismo de hoje foi um dos mais fortes em 100 anos, a par do que abalou Erzincan, no leste da Turquia, em 26 de dezembro de 1939, também com magnitude de 7,8 na escala de Richter. Este terremoto de 1939 deixou mais de 32.000 mortos e provocou um ‘tsunami’ no Mar Negro, localizado a cerca de 160 quilómetros do epicentro.
O terramoto que provocou mais mortos nos últimos 50 anos, com uma magnitude de 7,4 na escala de Richter, ocorreu em 17 de agosto de 1999 e o seu epicentro foi localizado em Izmir, no noroeste do paÃs, com cerca de 17 mil mortos, 500 mil desabrigados, 45 mil feridos e 15 milhões de afetados.
O último tremor que tinha causado mais de uma centena de mortes na Turquia ocorreu a 30 de outubro de 2020, com magnitude 6,8 e epicentro no mar Egeu, a 60 quilómetros ao sul da cidade de Izmir. No total, 115 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas na Turquia e outras duas morreram na ilha grega de Samos.
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