
Lisboa, 07 fev 2022 (Lusa) — O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu hoje com um abraço a seleção bicampeã da Europa de futsal, no Palácio de Belém, onde destacou o “espÃrito heroico nos momentos cruciais” e a “inspiração para o paÃs”.
“Tinha a certeza na meia-final e na final que Ãamos virar o jogo. Porquê? Por Jorge Braz e por vocês. Aquele golo no penúltimo ou último segundo, tenho de admitir, foi uma espécie de brinde adicional, depois de uma grande exibição. AÃ, fomos muito portugueses, lutámos, soubemos esperar, não perdemos a cabeça, mantivemos a motivação, sustentámos a garra e ganhámos”, avançou o chefe do Governo, depois de afirmar que a capacidade e persistência do presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, de acreditar, quando os tÃtulos não chegavam, “não é algo muito português”.
Além de sublinhar que valeu a pena, “porque em 2018, no ano passado e este ano, Portugal conquistou um Europeu, um Mundial e um Europeu”, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que os troféus “não caem do céu, são fruto deste trabalho de preparação”.
A revalidação do tÃtulo Europeu, em Amesterdão, após a vitória na final sobre a Rússia, por 4-2, é igualmente “um bom exemplo” para o paÃs e para a seleção feminina, que dentro de dias vai entrar em ação, assim como “para os jogadores que vão lutar no Qatar”.
“Mas é um estÃmulo para o paÃs. Estamos a entrar numa fase em que temos à nossa disposição, não propriamente aquilo que se tem dito que é o paraÃso ao virar da esquina, mas temos muitos fundos europeus. É verdade, é fundamental que sejam muito bem utilizados, com rigor, com transparência, com profissionalismo, eficiência, eficácia. Também aqui, para além do apito final do termo de utilização dos fundos, não temos mais fundos. Ou ganhamos ou perdemos. Como aconteceu convosco. É uma boa inspiração para o perÃodo em que estamos a entrar. Temos de aproveitar até ao limite todos os fundos, aqui não vai haver descontos, o que não for aproveitado dentro do prazo já não é aproveitável”, frisou.
Depois de endereçar uma primeira palavra ao Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, também presente na receção aos campeões europeus – “que continua cada vez mais entusiasta no mais pequeno pormenor, até na candidatura conjunta com Espanha ao Mundial de futebol de 2030” -, o presidente da República destacou o papel de Fernando Gomes à frente dos destinos da FPF.
“Em 98 anos de Federação Portuguesa de Futebol, tÃnhamos conquistado 15 tÃtulos europeus e mundiais. Em 10 anos, durante os seus mandatos, conquistámos 15 tÃtulos europeus e mundiais. Tantos como em toda a restante história do futebol português. E fez a diferença, porque criou um espÃrito de famÃlia, preparou, soube organizar as estruturas, escolher as pessoas certas e não largou um minuto sem vos apoiar. Estes campeões, outros campeões. E nós continuamos a acreditar que em 2024 nos vai trazer mais tÃtulos”, sustentou.
A terceira palavra de Marcelo Rebelo de Sousa, essa, foi endereçada a Jorge Braz, o treinador da seleção que não atendeu o telefone, mas depois retribuiu a chamada entre a meia-final e a final ao Presidente da República
“É uma pessoa muito especial. Mistura aquele ar de senador, tÃmido, parece distante e, à s vezes, ausente, mas não perde um pormenor daquilo que se passa. E vibra por dentro e sabe formar o espÃrito de equipa, alimentar esse espÃrito, mas é verdade que teve a ajuda e persistência do senhor presidente Fernando Gomes”, apontou Rebelo de Sousa.
O Presidente da República desafiou, depois, o treinador português a conduzir a equipa das ‘quinas’ diretamente do aeroporto para o Palácio de Belém.
“Já é uma tradição, temos de a manter no próximo Mundial. E só não recebem ainda o que vão receber, porque foi tudo depressa demais. Mas irão receber aquilo que merecem, como receberam em 2018 e 2021”, finalizou o presidente da República, antes de dar um abraço a cada um dos elementos da comitiva nacional, “que é o abraço de todos os portugueses”.
SRYS // PFO
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