
São Paulo, 08 jan 2022 (Lusa) — O presidente da Petrobras, petrolÃfera do Brasil, Joaquim Silva e Luna, defendeu hoje a atual polÃtica de preços da companhia, regulada pelo mercado, reagindo à s repetidas crÃticas do presidente Jair Bolsonaro contra esse modelo.
“Já vimos o que acontece em paÃses vizinhos que fizeram isso [regularam os preços dos combustÃveis]. Quem regula o preço é o mercado, principalmente, quando se trata de matéria-prima”, disse Silva e Luna em entrevista publicada hoje no jornal Estadão.
Em 2021, o preço dos combustÃveis dispararam no Brasil cerca de 50%, na sequência da cotação do petróleo no mercado internacional e da forte subida do dólar face real brasileiro.
A subida do preço dos hidrocarbonetos é apontada como outro dos fatores determinantes para a subida da inflação brasileira, acima dos dÃgitos (10,7.
O chefe de Estado, Jair Bolsonaro, tem contestado inúmeras vezes a subida do preço dos hidrocarbonetos nas refinarias brasileiras, que acaba repercutida nos consumidores, e tem manifestado a intenção de alterar a legislação relacionada com a polÃtica de preços dos combustÃveis.
Bolsonaro defende ainda que a Petrobras, controlada pelo Estado brasileiro, mas com ações nas bolsas de São Paulo, Nova Iorque (EUA) e Madrid (Espanha), deve cumprir a sua responsabilidade social e não dar tantos dividendos a seus acionistas.
Sem se dirigir ao presidente brasileiro, Silva e Luna, designado para cargo pelo próprio Bolsonaro, em fevereiro de 2021, referiu que a contribuição da Petrobras para com a sociedade brasileira é manter empresa saudável, gerar lucro e transferir parte desse lucro para o Estado, “em forma de contribuições”.
“A Petrobras tem responsabilidade social e procura cumpri-la, mas não pode fazer polÃticas públicas”, disse o dirigente companhia petrolÃfera.
Silva e Luna, general do Exército, já na reforma, destacou que “nenhum do lucro” gerado pela empresa fica “no cofre de Petrobras”, antes é aplicado em novos investimentos, à redução da dÃvida e pagamento de dividendos.
“Só ao Estado pagamos dividendos de 27 mil milhões de reais (4,8 mil milhões de dólares) e 220 mil milhões de reais (39 mil milhões de dólares) em impostos para as administrações federal, regional e municipal”, apontou.
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