
Luanda, 27 set 2025 (Lusa) — O Presidente angolano disse hoje que o Governo está a executar “com algum sucesso” o seu programa de melhoria da assistência médica e medicamentosa para os cidadãos, reduzindo consideravelmente os recursos para a retirada de doentes para o exterior.
João Lourenço falava à imprensa, no final da inauguração do Hospital Pedro Maria Tonha “Pedale”, localizado em Luanda, capital de Angola, e erguido numa área de 52.000 metros quadrados, com capacidade para 144 camas e 74 quartos.
“Estamos a executar com algum sucesso o programa que definimos para a melhoria da assistência médica e medicamentosa aos nossos cidadãos angolanos, reduzindo consideravelmente os recursos que despendÃamos no passado a evacuar doentes para o exterior, até por razões não muito justificáveis, e esses recursos serem investidos no paÃs”, disse João Lourenço.
O chefe de Estado angolano salientou que as atenções do Governo não estão apenas viradas para capital do paÃs, mas também para as provÃncias, com o grande objetivo de “evitar que grande parte dos doentes congestionem a cidade de Luanda”.
“Na nossa estratégia de construção de infraestruturas hospitalares procuramos criar um cinturão de proteção à cidade de Luanda, ou seja, na periferia de Luanda. Nas provÃncias periféricas a Luanda construÃmos hospitais desta categoria, de 200 camas, de nÃvel terciário”, referiu.
Além da construção de novos hospitais, João Lourenço disse que estão a ser ampliadas outras unidades de nÃvel terciário e de outros nÃveis, atendendo à demografia de Luanda.
“De facto, Luanda é a maior urbe de Angola, a população de Luanda é superior à de vários paÃses. Luanda tem muito mais de 10 milhões de habitantes, à s vezes parece que o número de hospitais que temos é suficiente, mas não é”, afirmou.
“Acabamos de inaugurar este, vamos concluir a reabilitação e ampliação do Hospital Américo Boavida, que passará a ser o maior hospital do paÃs, vai ter cerca de 600 camas”, sublinhou.
A ministra da Saúde angolana, SÃlvia Lutucuta, referiu no seu discurso que esta unidade hospitalar será uma referência nacional para o tratamento de Acidentes Vascular Cerebrais (AVC) agudos, com uma linha verde para o seu tratamento e para o rastreio e tratamento do cancro da mama, “áreas fundamentais para salvar vidas”.
O complexo hospitalar, que conta com 676 profissionais, é constituÃdo por quatro blocos, distribuÃdos pelo hospital principal, um edifÃcio de alojamento para os profissionais, um edifÃcio administrativo, um centro de formação e um edifÃcio de estacionamento, bem como um heliporto.
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