
Pequim, 14 nov 2025 (Lusa) – Os preços das habitações novas na China caÃram em outubro pelo 29.º mês consecutivo, a um ritmo semelhante ao dos meses anteriores, num contexto de crise prolongada do setor, apesar de medidas anunciadas por Pequim, foi hoje divulgado.
Os preços em setenta cidades selecionadas caÃram 0,45% em relação ao mês anterior, de acordo com cálculos feitos pela agência de notÃcias espanhola EFE com base nos números divulgados pelo Escritório Nacional de EstatÃstica (NBS, na sigla em inglês), que vinham já de uma contração de 0,41 em setembro.
Das localidades mencionadas, 64 registaram reduções no preço das habitações novas, contra 63 em setembro, enquanto seis – entre elas, algumas cidades importantes como Xangai – registaram aumentos, um dado ligeiramente superior ao do mês anterior (cinco).
Os cálculos sobre os números do NBS também refletem uma redução de 0,66% em outubro face ao mês anterior no preço das habitações em segunda mão, um ritmo marginalmente superior ao registado no mês anterior (-0,64%).
Ao contrário de leituras anteriores, em que algumas cidades registaram aumentos, todas as 70 cidades analisadas pelo NBS registaram quedas no preço das habitações em segunda mão em outubro.
Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram várias medidas para travar a queda do mercado imobiliário, uma questão que preocupa Pequim devido à s implicações para a estabilidade social, uma vez que a habitação é um dos principais veÃculos de investimento das famÃlias chinesas.
Um dos principais fatores responsáveis pela recente desaceleração da economia chinesa é precisamente a crise do setor imobiliário, cujo peso no PIB nacional — somando fatores indiretos — era estimado em cerca de 30%, segundo alguns analistas.
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