
Pequim, 13 fev 2026 (Lusa) — Os preços das habitações novas na China registaram em janeiro a 32.ª queda mensal consecutiva, no contexto de uma prolongada crise imobiliária, que voltou a agravar-se no final de 2025, apesar dos sucessivos pacotes de estÃmulo lançados pelas autoridades.
Segundo cálculos feitos com base nos dados hoje divulgados pelo Gabinete Nacional de EstatÃsticas (GNE) da China, os preços em 70 cidades analisadas caÃram 0,37% face ao mês anterior, uma contração idêntica à registada em dezembro.
Entre essas localidades, 62 registaram descidas no preço da habitação nova (mais do que as 58 de dezembro), enquanto cinco — incluindo Wuhan (centro do paÃs) — apresentaram ligeiras subidas, abaixo das seis do mês anterior.
Os mesmos cálculos indicam também uma descida mensal de 0,54% nos preços das habitações em segunda mão, uma retração ligeiramente inferior à observada no mês anterior.
Pela primeira vez em vários meses, nem todas as cidades registaram queda nos preços dos imóveis usados: em duas delas — Yangzhou (leste) e Zhanjiang (sudeste) — foi observada uma subida face a dezembro de 2025.
Nos últimos anos, o Governo chinês anunciou várias medidas para conter o colapso do mercado imobiliário — uma das principais fontes de preocupação para Pequim, dada a importância da habitação como veÃculo de investimento e preservação de património para as famÃlias chinesas.
A crise no setor imobiliário é apontada como um dos principais fatores de desaceleração da economia chinesa. Segundo analistas, o setor, considerando os efeitos diretos e indiretos, representa cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do paÃs.
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