
Lisboa, 31 ago 2023 (Lusa) — O preço do material escolar voltou a aumentar este ano e um cabaz de oito artigos essenciais para os alunos custa agora mais 14% do que em 2022, segundo uma plataforma de comparação de preços.
A conclusão divulgada hoje é da plataforma KuantoKusta, que analisou o preço médio de um conjunto de itens escolares, que incluem lápis, esferográficas, cadernos, mochilas, estojos, compassos, calculadoras cientÃficas e ‘pen-drives’.
“O custo médio do cabaz para um aluno do 2.º ciclo atingiu 122,58 euros a 27 de agosto deste ano, um acréscimo de 15,22 euros em relação ao mesmo perÃodo de 2022, quando o custo era de 107,36 euros”, refere a plataforma em comunicado.
De acordo com a análise do KuantoKusta, comprar novo material escolar para os alunos está este ano 14,2% mais caro do que em 2022, registando-se um aumento de cerca de 33% face a 2021.
Entre os vários artigos que compõem o cabaz, a maior diferença é no preço das esferográficas, cerca de 57,9% mais caras, destacando-se também os compassos (mais 19,8%), os estojos (mais 18,5%) e as calculadoras cientÃficas (18,4%).
Do lado das famÃlias, o aumento dos preços é sentido “a todos os nÃveis” e o material escolar não é exceção, explicou a presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) à agência Lusa.
“Há muitos materiais que são de facto indispensáveis e têm de ser as famÃlias a arcar com esses custos”, referiu, recordando que, apesar de algumas autarquias apoiarem os alunos mais carenciados com a disponibilização de alguns desses materiais, “todas as famÃlias deveriam ter a mesma oportunidade”.
De acordo com o KuantoKusta, uma forma de tentar minimizar esses custos pode passar por comparar os preços mais baixos para cada artigo, um exercÃcio que pode permitir poupar até 21 euros.
“O perÃodo de regresso à s aulas é marcado por campanhas e promoções, sendo sempre importante acompanhar a evolução dos preços e aproveitar as oportunidades de poupança que vão surgindo”, explica Ana Rego, da equipa de marketing da plataforma.
A estratégia já é adotada pelas famÃlias, que muitas vezes recorrem à s promoções feitas por altura do regresso à s aulas pelas grandes superfÃcies. Mas, nesse caso, lamenta a presidente da Confap, as despesas não são dedutÃveis em sede de IRS.
“Nem sequer há a possibilidade de reembolso. Devia, pelo menos, haver uma estratégia para que fosse assegurado algum retorno financeiro no IRS, o que, nesses casos, não acontece”, defendeu.
Para algumas famÃlias, à despesa habitual com o restante material escolar, acresce, este ano, a despesa com a compra de manuais escolares novos, por terem sido informadas pelas escolas de que os alunos que chegam agora ao 4.º ano iriam perder o direito ao ‘voucher’ que permite ter novos manuais gratuitos porque os livros entregues estavam escritos ou riscados.
Apesar de o Ministério da Educação ter entretanto decidido abrir um perÃodo excecional para correções na atribuição dos ‘vouchers’, muitos pais já tinham comprado os livros para o próximo ano, explicou a dirigente da Confap.
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