
Almada, Setúbal, 12 jul 2019 (Lusa) — A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) informou hoje que vai proceder durante este verão à alimentação artificial das praias da Costa da Caparica, em Almada, de forma alternada, o que implicará a interdição temporária dos areais.
Contactada pela agência Lusa, fonte da APA disse que as calendarizações das intervenções ainda não estão estabelecidas, adiantando, apenas, que os trabalhos decorrerão durante este verão.
Em comunicado, publicado na sua página da internet, a APA explica que estas intervenções, que consistem na colocação de areia na parte emersa, “têm de ser executadas no perÃodo de verão pois é a altura, por razões técnicas e operacionais, em que as condições de agitação marÃtima são as mais favoráveis”.
“Note-se, por exemplo, que com ondulação de dois metros de altura ou superior já não é possÃvel desenvolver os trabalhos indispensáveis”, apontam.
A APA explica ainda que as praias que irão ser alimentadas terão de ficar “temporariamente interditas”, estimando que essa interdição seja em média de três a cinco dias, em cada uma das praias.
“Durante esses perÃodos quem utilizar a aplicação da APA (Info Praia) ficará a saber se e quais as praias que estarão com trabalhos e, portanto, interditas, sem prejuÃzo de outras medidas de informação, divulgação e sinalética a utilizar”, adianta a nota.
Por seu turno, numa resposta escrita enviada à Lusa, fonte da Câmara Municipal de Almada, no distrito de Setúbal, disse esperar que “a operação se realize com a maior brevidade e o mÃnimo impacto possÃvel na vida de todos os que usufruem das praias da Costa de Caparica”.
“Tendo em conta a complexidade da operação e a necessidade de garantir as ideais condições meteorológicas e do mar, é imperativo que esta se realize no verão, pelo que lamentamos não ser possÃvel evitar os condicionamentos e impedimentos temporários anunciados”, sublinha a nota da autarquia.
Entretanto, segundo uma notÃcia publicada hoje pelo Diário de NotÃcias, as obras ainda não terão começado por faltar o visto do Tribunal de Contas (TdC).
Contudo, num esclarecimento enviado à Lusa, fonte do TdC ressalvou que recebeu o pedido da APA para fiscalização prévia no dia 07 de junho, “em plena época balnear”.
“O mesmo foi devolvido no inÃcio de julho para complemento de instrução e regressou ao Tribunal a 09 de julho, encontra-se em análise e merecendo a necessária urgência”, acrescenta a nota.
De acordo com a lei, o TdC dispõe de 30 dias úteis para se pronunciar sobre um processo de visto, sendo que se findo esse perÃodo não existir uma decisão recai um visto administrativo.
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