PR timorense adverte que tecnologia não substitui educação e capacidade humana

Díli, 10 set 2026 (Lusa) — O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, advertiu hoje que a tecnologia não substitui a educação e a capacidade humana, considerando que, apesar de ser uma oportunidade, é também uma responsabilidade.

“Para um país como Timor-Leste, isto representa simultaneamente uma oportunidade e uma responsabilidade. A tecnologia pode ajudar os pequenos países a ultrapassar as desvantagens da geografia, da distância e da escala”, afirmou José Ramos-Horta.

O Presidente falava na Conferência Internacional sobre Computação Inteligente e Engenharia para Sistemas Empresariais, no Dili Institute of Technology.

“A tecnologia, por si só, não irá transformar o nosso país. Não substitui a educação, instituições sólidas ou a capacidade humana”, salientou José Ramos-Horta.

“Se Timor-Leste quiser beneficiar plenamente da revolução digital, o nosso investimento mais importante deve ser nas nossas pessoas – no conhecimento, nas competências, na confiança e na criatividade da nossa jovem geração”, afirmou o também prémio Nobel da Paz.

Neste sentido, o Presidente defendeu que as universidades devem ser lugares “onde a curiosidade é incentivada, onde se desenvolve investigação, onde se colocam questões difíceis e onde o conhecimento é aplicado aos problemas concretos que a sociedade enfrenta”.

José Ramos-Horta afirmou que os investigadores devem procurar saber como a “tecnologia pode melhorar a produtividade agrícola, reforçar os cuidados de saúde nas comunidades remotas, apoiar professores e estudantes, melhorar as infraestruturas, tornar o Governo mais eficaz e ajudar as empresas timorenses a competir na economia regional mais ampla”.

“O futuro que procuramos não deve ser apenas tecnologicamente avançado, deve também permanecer humano”, sublinhou o Presidente, acrescentando que a questão mais importante não é o que a tecnologia pode fazer, mas o que a tecnologia pode fazer pelas pessoas.

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