
Lisboa, 16 set 2026 (Lusa) — O Presidente da República pediu hoje um novo impulso nas polÃticas de educação para a leitura, defendendo que o paÃs não se pode conformar perante os problemas apontados pelos resultados mais recentes do PISA.
“Quarenta anos depois da criação da Rede de Leitura Pública, é necessário um novo impulso nas polÃticas de educação para a leitura e para o enriquecimento cultural. Isso fará de nós uma nação que lê. É um trabalho que diz respeito à escola, em primeiro lugar, mas também à famÃlia e a cada um de nós, portugueses”, declarou António José Seguro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
O chefe de Estado, que discursava na quarta edição do encontro Book 2.0, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), apelou, por outro lado, à valorização da lÃngua portuguesa no espaço mediático e da polÃtica e também em encontros como este — que tem nome em inglês — e insistiu na importância das “palavras do meio”.
Na sua intervenção, António José Seguro referiu-se aos “estudos PISA recentemente conhecidos” que apontam para uma “diminuição da taxa de literacia bem como, em muitos paÃses desenvolvidos, o abandono da leitura como fonte de prazer ou como atividade cultural dominante”, de que decorrem “o declÃnio das competências cognitivas e o declÃnio da literacia em ciência ou em matemática”.
“Este tempo pode ser, como dizem algumas vozes, o tempo de um certo conformismo diante desses números pouco agradáveis”, comentou.
“Portugal enfrenta agora a revelação desse declÃnio, que está sustentado em números, em estudos e em previsões. Nesta matéria não podemos conformar-nos, nem desistir dos combates pela leitura e, mais do que isso, pela qualidade da leitura, o que são coisas diferentes”, defendeu, em seguida.
O chefe de Estado considerou que a leitura “é um antÃdoto contra a exclusão e a ignorância, o mais perigoso dos vÃrus em democracia” e que “uma nação que lê é mais poderosa e está mais bem preparada para os desafios do seu tempo”.
“Acredito que uma nação que lê promove a inteligência humana e não fica passivamente à espera dos benefÃcios e facilidades da inteligência artificial. Acredito que uma nação a ler, e a ler bons livros, é mais resistente à s ventanias do populismo, da desigualdade, da ignorância, da injustiça e do esquecimento. Esse é um desafio para os próximos anos”, acrescentou.
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