
Maputo, 13 fev 2026 (Lusa) — O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, apelou hoje à s populações para se “retirarem das zonas de risco” do ciclone Gezani, que nas próximas horas deverá atingir a provÃncia de Inhambane com ventos até 250 quilómetros por hora.
“Não temos como travar o ciclone, mas o que nós temos que fazer é minimizar os danos e depois de passar o ciclone precisamos estar no terreno e vamos estar no terreno para podermos avaliar os danos e depois fazermos um plano de recuperação pós-ciclone e pós-cheias ao nÃvel do nosso paÃs”, disse o chefe de Estado.
Em declarações aos jornalistas em Adis Abeba, Etiópia, onde participa na 35ª Conferência dos Chefes de Estado e de Governo dos PaÃses Membros do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP), Daniel Chapo recordou que este ciclone chega numa altura em que o paÃs ainda recupera das “cheias e inundações que afetaram principalmente a zona sul e centro”, atingindo cerca de 725 mil pessoas em janeiro.
“Retirarmos das zonas de risco e também podermos reforçar cada vez mais as nossas habitações e todas as infraestruturas públicas e privadas, uma vez que é um ciclone”, apelou.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano alertou para a possibilidade de o ciclone Gezani atingir hoje Moçambique como ciclone tropical intenso, com rajadas de vento até 250 quilómetros por hora, na provÃncia de Inhambane, no sul.
“As projeções atuais indicam que esse sistema meteorológico poderá evoluir para a categoria de ciclone tropical intenso, com vento médio de 200 quilómetros por hora e rajada até 250 quilómetros por hora, até o final do dia de hoje”, lê-se num alerta vermelho do Inam.
Segundo o instituto meteorológico moçambicano, o ciclone Gezani continua a mover-se em direção à costa da provÃncia de Inhambane, estando a 250 quilómetros da costa do distrito de Massinga, prevendo-se também chuvas fortes e trovoadas severas, com ondas a atingir até 12 metros de altura.
A provÃncia de Inhambane poderá registar chuvas acima de 150 milÃmetros em 24 horas, principalmente nos distritos de Govuro, Inhassoro, Vilanculo, Massinga, Morumbene, HomoÃne, Panda, Inharrime, Jangamo, Zavala e cidades de Maxixe e Inhambane.
Estão também previstas chuvas entre 50 e 150 milÃmetros em 24 horas nos distritos de Mabote e Funhalouro, também em Inhambane, Machanga, em Sofala (centro), e Gaza (sul), principalmente nos distritos de Mandlakazi, Chongoene, Chibuto, Chigubo, Limpopo e cidade de Xai-Xai, já afetada pelas cheias de janeiro.
O Inam pede a tomada de medidas de precaução e segurança face aos “ventos fortes, chuvas fortes e trovoadas”.
Pelo menos 40 pessoas morreram em Madagáscar durante a passagem do ciclone Gezani, que atingiu com força na terça-feira à noite a segunda maior cidade do paÃs, Toamasina, segundo um novo balanço das autoridades malgaxes.
Moçambique ainda recupera das cheias de janeiro, que provocaram pelo menos 27 mortos e afetaram quase 725 mil pessoas.
Desde outubro, inÃcio da época chuvosa, Moçambique registou pelo menos 202 mortos, 291 feridos e 852.285 pessoas afetadas, segundo atualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
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