PR guineense de transição apela à participação no referendo constitucional

Lisboa, 26 ago 2026 (Lusa) – O Presidente guineense de transição apelou hoje a todos os cidadãos para que participem “de forma massiva e ordeira” no referendo constitucional agendado para domingo, considerando o escrutínio “um momento decisivo” para o futuro do país.

Numa mensagem dirigida à nação, o general Horta Inta-a sublinhou que o ato eleitoral deve ser encarado com um “profundo sentido de responsabilidade”, permitindo que cada guineense decida livre e conscientemente os rumos da nação.

“Este é o momento de cada cidadão decidir, de forma livre e consciente, o futuro da Guiné-Bissau”, afirmou Inta-a apelando a que todo o processo decorra sob o signo da ordem e de um elevado sentido cívico, uma vez que o voto constitui “a expressão máxima da voz do povo”.

Na mesma mensagem, o general instou os guineenses a transformarem a ida às urnas num voto pela “estabilidade, pela unidade nacional e pelo reforço das instituições democráticas”.

Os militares tomaram o poder a 26 de novembro de 2025 na Guiné-Bissau e substituíram o parlamento por um Conselho Nacional de Transição (CNT), que decidiu alterar a Constituição da República da Guiné-Bissau, passando a dar mais poderes ao Presidente da República. No refreendo de domingo, a população é chamada a aprovar ou rejeitar a entrada em vigor da nova Constituição.

O referendo nacional sobre a nova Constituição ocorrerá cerca de três meses antes das novas eleições gerais, presidenciais e legislativas, marcadas para 06 de dezembro.

Os guineenses foram a eleições a 23 de novembro de 2025, mas o processo acabou interrompido, sem a divulgação dos resultados, por um golpe de Estado em que os militares tomaram o poder.

A oposição considerou tratar-se de um “golpe palaciano” e de “uma encenação” do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que concorria a um segundo mandato.

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