Lisboa, 30 jun 2022 (Lusa) — O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, exigiu hoje consenso quanto à solução aeroportuária para a região de Lisboa e responsabilizou o primeiro-ministro, António Costa, pela escolha “mais feliz ou menos feliz” da sua equipa governativa.
Numa declaração aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, após a qual não respondeu a perguntas, o chefe de Estado assinalou que o despacho de quarta-feira do secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, sobre esta matéria “já foi revogado ou irá ser revogado”.
“Revogado o despacho, como é que será o futuro?”, questionou, defendendo em seguida que há “três condições” que têm de ser preenchidas: tem de ser “uma decisão relativamente rápida”, tem de ser “uma matéria consensual” e “depois tem de ser consequente”.
Numa alusão à continuidade em funções do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, depois deste episódio, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “é o primeiro-ministro que deve, em cada momento, olhando para o passado e para o presente, ver se são aqueles que estão em melhores condições para terem êxito nos seus objetivos”.
“E é o primeiro-ministro que, naturalmente, é responsável por isso, pela escolha, mais feliz ou menos feliz, pela avaliação que a cada momento faz, mais feliz ou menos feliz, dos seus colaboradores relativamente à s melhores hipóteses que têm para realizar os objetivos”, acrescentou.
“É tão simples quanto isto. Não tenho mais nada a dizer”, concluiu.
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