
São Tomé, 25 set 2026 (Lusa) – O Presidente da República de São Tomé e Príncipe apelou hoje ao voto nas eleições legislativas, locais e regional de domingo e aos partidos para que respeitem a vontade do povo.
“A abstenção banaliza. O voto contribui para fortalecer a república e edificar um futuro melhor para o povo. Votar é um direito e um dever cívico que não deve ser negligenciado. Irmãos, todos os votos são importantes e cada voto conta. Exorto-vos por isso a acorrer massivamente às urnas”, disse Carlos Vila Nova, num vídeo publicado na rede social Facebook, no último dia da campanha eleitoral.
“Participem massivamente no ato eleitoral. Sejam quais forem as vossas convicções, as vossas preferências políticas ou as vossas críticas ao sistema, manifestem-nos onde elas realmente contam e onde têm força jurídica e política para transformar a realidade”, sublinhou o chefe de Estado, eleito em julho, numas eleições em que se verificou uma abstenção recorde de 58,81%.
O Presidente aproveitou ainda para “apelar às forças políticas concorrentes nestas eleições, aos seus militantes, bem como ao povo em geral” para “que aguardem com civismo e serenidade a conclusão dos trabalhos tendentes ao apuramento e divulgação dos resultados (…). E que respeitem a vontade do povo manifestada nas urnas”.
Carlos Vila Nova deixou ainda uma última palavra para a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), aos cidadãos que vão assegurar o funcionamento das mesas de voto, às forças policiais e à comunicação social: “que o vosso trabalho seja feito com o mais elevado grau de responsabilidade e dentro da maior lisura, de forma a não beliscar a transparência e a segurança que o ato eleitoral se deve revestir”.
Às eleições legislativas, autárquicas e regionais de 27 de setembro em São Tomé e Príncipe concorrem quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN); e o Movimento Basta.
Outros três partidos sem assento parlamentar vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.
Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.
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