PR de Moçambique destaca “papel fundamental” do enviado de Guterres para a paz

Maputo, 04 jul 2023 (Lusa) — O Presidente moçambicano agradeceu ao enviado do secretário-geral da ONU, Mirko Manzoni, pelo apoio no processo de paz em Moçambique, destacando o papel fundamental do grupo de contacto na promoção da reconciliação no país, anunciou a Presidência.

“O grupo, desde a sua criação, desempenhou um papel fundamental na promoção da paz, reconciliação e estabilidade em todo Moçambique”, disse Filipe Nyusi, citado num comunicado da Presidência.

A última base da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, foi encerrada em Vunduzi, distrito de Gorongosa, na província central de Sofala, no dia 15, marcando o fim do processo de desarmamento e desmobilização dos guerrilheiros do partido.

Para o chefe de Estado moçambicano, os esforços do grupo de contacto para a paz, liderado por Mirko Manzoni, foram “cruciais” durante o processo, encorajando as partes a se manterem no “caminho certo”, além de mobilizar recursos “tão necessários” para fazer avançar as negociações.

“A recente conclusão das atividades de desarmamento e desmobilização é um dos resultados em relação ao qual estamos imensamente orgulhosos como nação”, destacou Filipe Nyusi.

O Presidente de Moçambique agradeceu a cada um dos membros do grupo de contacto pelo empenho, sugerindo que “continuem a colaborar com os doadores” enquanto se prossegue para a fase da reintegração.

Mirko Manzoni, então embaixador da Suíça em Moçambique, foi apontado em julho de 2019 pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para mediar as conversações de paz entre o Governo de Moçambique e a Renamo.

O encerramento da última base da Renamo faz parte do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado entre o Governo e a Renamo em agosto de 2019, o terceiro assinado entre as partes, tendo sido os dois primeiros violados e resultado em confrontação armada, na sequência da contestação dos resultados eleitorais pelo principal partido da oposição.

No âmbito do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração, 5.221 guerrilheiros da Renamo voltaram para casa.

Segue-se a fase de reintegração, que inclui o início do pagamento de pensões aos desmobilizados.

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