
Pequim, 26 abr 2019 (Lusa) – O Presidente da República deixou hoje um apelo à “instalação de empresas” chinesas em Portugal e a “investimento no terreno”, por exemplo, na indústria automóvel, e desdramatizou o fim da OPA da China Three Gorges à EDP.
“É o mercado a funcionar. Não há intervenção dos Estados, não houve sequer intervenção dos reguladores, é o mercado a funcionar. E, portanto, o mercado funciona nos termos em que deve funcionar”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o fim da oferta pública de aquisição (OPA), durante uma visita à Grande Muralha da China.
Interrogado pelos jornalistas se o desfecho do processo pode colocar em causa o investimento da China Three Gorges na EDP, o chefe de Estado respondeu: “Não parece, não parece. Não há sinais nenhuns nesse sentido. Os sinais são os de que funciona o mercado tal como ele deve funcionar de acordo com o direito português e o direito europeu”.
Marcelo Rebelo de Sousa, que falava na parte sul de Badaling, uma secção da Muralha da China que fica a cerca de 70 quilómetros para noroeste do centro de Pequim, argumentou que “quem intervém num quadro como é o da economia portuguesa e da economia europeia sabe que o mercado funciona naturalmente”.
Mais à frente, junto a uma das torres de vigia da muralha, falou em geral sobre o investimento chinês em Portugal, declarando: “Nós preferirÃamos a instalação de empresas, preferirÃamos o investimento no terreno, e não o investimento financeiro, e não a compra de empresas ou de posições nas empresas – à s vezes são posições minoritárias ou posições entre muitas empresas de várias nacionalidades”.
“PreferirÃamos que esse investimento fosse um investimento no domÃnio da indústria automóvel, por exemplo, ou das componentes da indústria automóvel. No domÃnio turÃstico, por que não? No domÃnio agroalimentar, por que não, em associação com portugueses lá? Nós gostarÃamos disso”, acrescentou.
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