
Luanda, 30 mai 2019 (Lusa) – O Presidente angolano, João Lourenço, garantiu hoje ao lÃder da UNITA que os restos mortais do fundador do maior partido da oposição angolana, Jonas Savimbi, serão entregues sexta-feira, na vila do Andulo, provÃncia do Bié.
Uma nota de imprensa da Casa Civil do Presidente da República refere que o chefe de Estado angolano recebeu hoje à tarde uma comitiva da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), encabeçada pelo seu presidente, IsaÃas Samakuva, e da famÃlia de Jonas Savimbi.
Segundo a mesma nota, a audiência – como também confirmou entretanto IsaÃas Samakuva – teve como propósito a procura de “uma saÃda airosa para o impasse surgido nas últimas quarenta e oito horas, relativamente à entrega dos restos mortais do Doutor Jonas Savimbi e o subsequente processo de inumação”.
De acordo com o documento, o funeral será realizado no sábado, como previsto, na localidade de Lopitanga, onde o executivo “criou todas as condições de natureza logÃstica para que se façam presentes nos atos previstos para o Andulo e Lopitanga os membros da famÃlia de Jonas Savimbi e da direção da UNITA.
O impasse começou na terça-feira com o processo de entrega dos restos mortais de Jonas Savimbi, morto em combate em 22 de fevereiro de 2002, na provÃncia do Moxico e onde foi igualmente sepultado.
De acordo com a UNITA, os restos mortais deveriam ter sido entregues no CuÃto, provÃncia do Bié, onde foi concentrada toda a delegação e participantes no ato, enquanto o Governo anunciou que foram deixados no municÃpio do Andulo, também no Bié, mas no norte, numa unidade militar local.
Na ocasião, Samakuva considerou que a troca do local de entrega do corpo de Savimbi constituÃa “uma humilhação” para a famÃlia e para a UNITA, enquanto Pedro Sebastião, ministro de Estado e da Casa de Segurança do Presidente da República e coordenador da comissão responsável por este processo, acusou o partido de estar a querer tirar “dividendos polÃticos” da situação, garantindo que todos sabiam onde o Governo iria entregar os restos mortais.
NME // PVJ
Lusa/Fim



