
Maputo, 26 ago 2026 (Lusa) – As poupanças dos moçambicanos em depósitos a prazo recuaram 2% em junho, para 295.876 milhões de meticais (4.040 milhões de euros), afastando-se de máximos históricos, segundo dados do Banco de Moçambique compilados hoje pela Lusa.
De acordo com dados estatÃsticos do banco central, este volume de depósitos a prazo compara com 302.043 milhões de meticais (4.092 milhões de euros) registados em maio, uma queda mensal de 2,0%, e com 305.871 milhões de meticais (4.142 milhões de euros) em junho de 2025, um recuo homólogo de 3,3%.
Estes depósitos tinham atingido em janeiro deste ano um total de 304.675 milhões de meticais (4.126 milhões de euros), após um crescimento face a dezembro, recuando depois em fevereiro e março, antes de voltarem a crescer em abril. Em maio tinham registado uma nova quebra ligeira, de 0,5%, para 302.043 milhões de meticais (4.092 milhões de euros), recuando novamente em junho.
O máximo histórico continua a ser o de julho de 2025, quando os depósitos a prazo ascenderam a 305.871 milhões de meticais (4.142 milhões de euros).
Já os depósitos à ordem retomaram em junho a trajetória de crescimento, aumentando para 515.145 milhões de meticais (7.039 milhões de euros), após os 501.385 milhões de meticais (6.789 milhões de euros) registados em maio. No mesmo mês de 2025 situavam-se em 452.447 milhões de meticais (6.126 milhões de euros).
No conjunto, o total dos depósitos bancários situou-se em 811.021 milhões de meticais (11.079 milhões de euros) em junho, acima dos 803.428 milhões de meticais (10.881 milhões de euros) registados no mês anterior.
Em Moçambique funcionam 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança e crédito, entre outras instituições financeiras.
A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique manteve-se inalterada em agosto, nos 15,5%, pelo quarto mês consecutivo, após três cortes anteriores este ano, anunciou no final de julho a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).
A decisão acompanha a do Banco de Moçambique, que em julho deixou inalterada a taxa de juro de referência MIMO, enquanto a taxa definida pela AMB, conhecida como ‘prime rate’, tinha vindo a descer progressivamente desde janeiro de 2024, após seis meses consecutivos em máximos de 24,1%.
“Esta decisão é sustentada pela redução da liquidez em moeda nacional no sistema bancário, decorrente do aumento do coeficiente de reservas obrigatórias em maio último, não obstante a prevalência de elevados riscos e incertezas associados à s projeções de inflação”, anunciou o governador do banco central, Rogério Zandamela.
A posição foi assumida no final da reunião do Comité de PolÃtica Monetária (CPMO), em Maputo, que se realiza a cada dois meses, e que assim decidiu manter a taxa inalterada, tal como já o tinha feito em março, então após 12 cortes (24 meses) consecutivos desde janeiro de 2024, e igualmente no final de maio.
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