
Lisboa, 08 dez 2024 (Lusa) — Portugal afirmou hoje que, tal como os parceiros europeus, segue de perto a situação na SÃria, defendendo que “o fim inominável” do regime sÃrio do Presidente Bashar al-Assad “conduza a uma transição pacÃfica”.
Numa declaração na rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, realçou que a transição deve também ser “inclusiva”, na linha da resolução 2254 do Conselho de Segurança, e que o povo sÃrio “tem direito à paz”.
“Portugal, com os parceiros europeus, segue de perto a situação na SÃria. O fim do inominável regime de Assad deve conduzir a uma transição pacÃfica e inclusiva de todas as comunidades, na linha da Resolução 2254 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O povo sÃrio tem direito à paz”, afirmou Rangel.
A Resolução 2254 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovada em dezembro de 2015, foi aprovada com o objetivo de se definir uma solução polÃtica para a guerra civil na SÃria, que eclodira em 2011, e de se estabelecer um processo de transição polÃtica, sob a égide da ONU.
Os rebeldes declararam hoje Damasco ‘livre’ do Presidente Bashar al-Assad, após 12 dias de ofensiva de uma coligação liderada pelo grupo islâmico Organização de Libertação do Levante (Hayat Tahrir al Sham ou HTS, em árabe), juntamente com outras fações apoiadas pela Turquia, para derrotar o governo sÃrio.
O Presidente sÃrio, no poder há 24 anos, deixou o paÃs perante a ofensiva rebelde, segundo o Observatório SÃrio dos Direitos Humanos (OSDH), desconhecendo-se, para já, o seu paradeiro.
Rússia, China e Irão manifestaram preocupação pelo fim do regime, enquanto a maioria dos paÃses ocidentais e árabes se mostrou satisfeita por Damasco deixar de estar nas mãos do clã Assad.
No poder há mais de meio século na SÃria, o partido Baath foi, para muitos sÃrios, um sÃmbolo de repressão, iniciada em 1970 com a chegada ao poder, através de um golpe de Estado, de Hafez al-Assad, pai de Bashar, que liderou o paÃs até morrer, em 2000.
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