
Nova Jérsia, 27 dez 2024 (Lusa) — Portugal teve este ano 20 dias de “calor perigoso”, menos 10 do que a Espanha e menos do que qualquer outro paÃs lusófono, segundo um relatório hoje divulgado.
De acordo com o relatório da World Weather Attribution (WWA) e da Climate Central, até ao momento, a média mundial é de 41 dias extra de “calor perigoso”, que causaram “um sofrimento implacável”, devido à s alterações climáticas.
Os 20 dias de calor perigoso em Portugal são dos mais baixos da Europa, continente que apresenta também menos risco.
No contexto europeu, abaixo de Portugal estão apenas a Islândia (13 dias), o Mónaco (17) e a Irlanda (18).
Entre os paÃses lusófonos, Portugal é o que teve menos dias de calor perigoso, segundo a classificação da WWA, enquanto a Guiné Equatorial atingiu esse valor em quase 30 por cento dos dias (106).
Imediatamente abaixo na lista está Timor-Leste, com 98 dias de calor perigoso, ainda assim abaixo da vizinha Indonésia (122 dias).
Na lista de paÃses lusófonos com mais dias de calor perigoso segue-se São Tomé e PrÃncipe (89 dias), Angola (73), Cabo Verde (60), Guiné-Bissau (54), Brasil (49) e Moçambique (37).
Em Macau, verificaram-se 58 dias com calor perigoso, acima do vizinho Hong Kong (57) e muito acima da média da China (24).
No plano internacional, quem mais sofre com dias extra de calor perigoso são as ilhas do PacÃfico e do Caribe, com o recorde a pertencer a Nauru, com mais quase metade do ano nessa fronteira de risco (149 dias).
Seguem-se paÃses como Barbados (164 dias) e São Vicente e Granadinas (159).
A WWA é formada por investigadores de várias instituições cientÃficas e universitárias e tem protocolos e parcerias com peritos locais que permitem avaliar rapidamente fenómenos climáticos extremos em todo o mundo, socorrendo-se também de modelos climáticos e literatura especializada.
As duas organizações definiram os dias de “calor perigoso” de mais de 200 paÃses e territórios analisando as temperaturas médias dessas áreas entre 1991 e 2020 e identificando o percentil dos 10% mais quentes, com os valores habitualmente associados a maiores riscos para a saúde.
Calculada a média dos dias mais quentes do que o normal nos vários territórios, concluiu-se que 2024 teve mais 41 dias de “calor perigoso” no mundo do que num cenário sem alterações climáticas.
Entre as recomendações estão a emissão de relatórios em tempo real sobre as mortes devido ao calor extremo e maior financiamento internacional para ajudar os paÃses em desenvolvimento a tornarem-se mais resilientes.
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PJA (VQ/ROC) // FPA
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