
Luanda, 23 jul 2024 (Lusa) — O Presidente angolano, João Lourenço, disse hoje que Portugal e Angola estiveram “sempre juntos nos bons e maus momentos”, sublinhando que a relação “é para continuar”, independentemente do partido que está no poder num ou no outro paÃs.
João Lourenço, que falava à comunicação social, após um encontro com o primeiro-ministro português, LuÃs Montenegro, e a assinatura de instrumentos jurÃdicos entre as delegações dos dois paÃses, realçou o facto de ser a primeira visita de Montenegro a Angola, pouco depois dos primeiros cem dias de governação e três meses depois de estarem juntos em Lisboa para celebrar o 25 de abril.
Um facto “que reflete a importância que Portugal dá as relações de amizade e cooperação com um paÃs membro da CPLP [Comunidade dos PaÃses de LÃngua Portuguesa] que é Angola”, disse o Presidente angolano, sublinhando que os dois paÃses, nos bons e nos maus momentos, estiveram sempre juntos.
“Apoiámos-mos mutuamente nos bons momentos e maus momentos de Angola e de Portugal e é assim que a nossa relação vai continuar, é uma relação entre Estados, não é entre partidos polÃticos”, continuou, destacando que quem tem responsabilidade de definir a força polÃtica que vai governar em cada paÃs são os respetivos eleitores.
“Só temos de respeitar a vontade dos eleitores. [Nós] temos sabido respeitar esse princÃpio de que as relações são entre Estados, razão pela qual, ao longo de estes 50 anos [de independência], independentemente de quem está no poder num paÃs ou no outro, quase não se sente esta mudança de cadeiras”, enfatizou.
João Lourenço indicou que, com Portugal, Angola tem desenvolvido relações de cooperação que abrangem praticamente todos os domÃnios da economia e encorajou a mais investimento privado português no seu paÃs, nomeadamente no campo das infraestruturas públicas, já que uma economia de mercado deve dar maior espaço ao setor privado.
João Lourenço afirmou que todas as empresas portuguesas são bem-vindas em Angola e que também há interesse em que as empresas angolanas cresçam e se internacionalizem passando por Portugal.
O chefe de Estado angolano falou também sobre o incremento da linha de crédito em mais 500 milhões de euros, hoje anunciado pelo primeiro-ministro português, adiantando que já foi tomada a decisão sobre o destino a dar a essa verba, que não quis revelar.
João Lourenço corrigiu também o número de instrumentos jurÃdicos que foram assinados esta manhã, de oito para 12, dizendo que nas últimas horas foram concluÃdos mais quatro acordos, o que é demonstrativo da importância das relações entre os dois paÃses.
Por outro lado, e aproveitando a ida de Montenegro à Feira Internacioal de Luanda (Filda), na quarta-feira, onde terá oportunidade de interagir com expositores portugueses, e a Benguela, na quinta-feira, onde poderá ver projetos executado por empresas portuguesas, João Lourenço assinalou que há um “espetro muito grande de oportunidades por explorar”.
 “Este esforço comum deve ser constante para tirar o maior proveito das potencialidades dos dois paÃses”, destacou.
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