
Lisboa, 04 ago 2022 (Lusa) — O número de casos confirmados em Portugal de infeção pelo vÃrus Monkeypox subiu para 710, dos quais 77 identificados na última semana, informou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Todas as regiões de Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira reportaram casos de infeção humana por vÃrus Monkeypox, dos quais 509 (82,5%) na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo.
Segundo a DGS, do universo de casos reportados no Sistema de Vigilância Epidemiológica a maior parte pertence ao grupo etário entre os 30 e 39 anos e são do sexo masculino, havendo agora quatro casos do sexo feminino, mais dois do que há uma semana.
A presença do vÃrus Monkeypox em Portugal foi detetada pela primeira vez há três meses, a 3 de maio, recorda a DGS no relatório semanal com dados recolhidos até 3 de agosto, esta quarta-feira.
A 16 de julho foi iniciada a vacinação dos primeiros contactos próximos de casos e até agora foram vacinadas 73 pessoas, dos 104 contactos considerados elegÃveis (70,2%).
A DGS refere que continuam a ser identificados e orientados para vacinação os contactos elegÃveis nas diferentes regiões.
De 1 de janeiro a 2 de agosto de 2022, foram reportados à Organização Mundial da Saúde (OMS) 23.357 casos confirmados e 112 casos prováveis de infeção humana por vÃrus Monkeypox em 83 paÃses.
O número de mortes associadas à doença aumentou, numa semana, de cinco para oito.
Portugal continuava a 2 de agosto, de acordo com os dados da OMS, no grupo dos 10 paÃses mais afetados a nÃvel global: Estados Unidos da América (5.175), Espanha (4.298), Alemanha (2.677), Reino Unido (2.546), França (1.955), Brasil (1.369), PaÃses Baixos (879), Canadá (803), Portugal (633) e Itália (479).
Segundo a DGS, os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.
Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, perÃodo que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas, segundo a DGS.
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