
Oeiras, Lisboa, 30 abr 2024 (Lusa) — Portugal conta este ano com 440 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, mais oito que em 2023, tornando-se o segundo paÃs do mundo com maior número de praias fluviais galardoadas, anunciou hoje a Associação Bandeira Azul Europa.
O anúncio foi feito no Aquário Vasco da Gama, no Dafundo, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, pelo presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, José Archer, que adiantou que na próxima época balnear vão hastear a Bandeira Azul 398 praias, distribuÃdas por 103 municÃpios.
Uma praia distinguida com Bandeira Azul obedece a vários critérios, entre os quais a qualidade da água e espaço (ordenamento), segurança e serviços, vigilância e sensibilização das pessoas (educação ambiental).
O responsável considerou uma “boa notÃcia” o número de praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul “ter voltado a crescer”, apontando que nas praias se está “resvés para chegar à s 400”.
José Archer destacou também o “contÃnuo crescimento das praias do interior”, admitindo que são “naturalmente muito mais sensÃveis, mais difÃcil de atingir e manter”.
“Portugal destaca-se enormemente nas praias do interior. Somos, a nÃvel mundial, o segundo paÃs com mais praias de interior [fluviais], com 49, mais do dobro de Espanha e de Itália é um número que merece realce”, acrescentou.
Já em termos de praias costeiras, o responsável sublinhou que o número de praias da costa portuguesa com Bandeira Azul “está totalmente consolidado”, sublinhando que se vai “crescendo há medida que se vai conseguindo designar novas praias”.
Em relação à perda da Bandeira Azul, José Archer disse que todas as situações, em relação ao ano passado, tiveram em conta a qualidade da água, sendo que no caso da Zambujeira do Mar está relacionada com o impacto do festival de verão que decorre na localidade do sudoeste alentejano, no concelho de Odemira, distrito de Beja.
Nas praias fluviais “mais sensÃveis”, acrescentou, basta “a montante haver algum acidente ou derrame e acaba por ter um impacto na qualidade da água”.
“São situações pontuais, que é uma pena porque acabam por ficar um ano sem poder hastear a Bandeira Azul, também é um alerta para o comportamento das pessoas que à s vezes uma atitude imprudente leva a que o esforço de uma comunidade vá por agua abaixo”, referiu.
A nÃvel internacional, Portugal ocupa o segundo lugar no que diz respeito a embarcações ecoturÃsticas galardoadas, com 23, tendo sido igualmente distinguidas 19 marinas. Nestas duas categorias registaram-se mais duas distinções que no ano passado.
A cerimónia oficial de hastear da primeira Bandeira Azul em praia costeira vai decorrer na praia da Fontinha, no Porto Santo, na Madeira, em 01 de junho.
O primeiro hastear de Bandeira Azul em praia fluvial vai realizar-se em Agroal, Ourém, no distrito de Santarém, em 07 de junho.
Já a primeira marina onde será hasteada a Bandeira Azul será no Porto de Recreio da Calheta, na Madeira, no dia 31 de maio.
As praias costeiras e fluviais distinguidas estão distribuÃdas pelo Norte (89, mais duas do que no ano passado), Centro (48, mais uma), Tejo (75, menos uma), Alentejo (38, menos uma), Algarve (86, mais uma), Açores (45, mais uma) e Madeira (17, mais uma).
O Programa Bandeira Azul é um programa de educação para o desenvolvimento sustentável, promovido em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa, secção portuguesa da Fundação para a Educação Ambiental.
A época balnear de cada ano é definida em portaria, publicada em Diário da República, que identifica as águas balneares e a definição da respetiva época, considerando-se até lá que, a nÃvel nacional, decorre de 01 de maio até 30 de outubro.
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