
Porto, 04 nov 2021 (Lusa) — O festival Porto/Post/Doc regressa este ano ao formato presencial, de 20 a 30 de novembro, e apresenta em seis salas da cidade quase 100 filmes, anunciou hoje a organização.
A 8.ª edição do festival Porto/Post/Doc “vai expandir-se por mais dias e por mais salas” juntando aos espaços habituais – Rivoli, Passos Manuel, Planetário e Casa Comum – a Sala Estúdio Perpétuo, com um foco no novo documentário português e em sessões infantis, e ainda o Coliseu para o espetáculo de encerramento com a instalação de vÃdeo e performance musical “As filhas do fogo”, de Pedro Costa e os Músicos do Tejo, anunciou, em conferência de imprensa, Dario Oliveira, da organização do evento.
Um dos destaques que a organização assinalou de imediato foi o filme-concerto “Maria do Mar”, de José Leitão de Barros, com a interpretação de Pedro Burmester e da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, com a direção musical de Vasco Pearce de Azevedo, a partir da partitura de Bernardo Sassetti.
“Maria do Mar”, um trabalho sobre a paisagem marÃtima e o trabalho dos pescadores da Praia da Nazaré, numa ficção construÃda à volta do ódio entre duas famÃlias por causa da morte de um pescador, é apresentado no Porto/Post/Doc a 20 de novembro, pelas 21:30, no Rivoli, “passados 125 anos do nascimento de Leitão de Barros e das primeiras sessões de cinema em Portugal”, refere a organização.
Este ano, o Porto/Post/Doc vai apresentar na competição internacional — a principal secção do festival – 10 longas-metragens em estreia nacional, “permitindo uma viagem por algumas das paisagens sociais e polÃticas contemporâneas”, lê-se no dossiê de imprensa.
Na secção competitiva “Transmission”, dedicada a documentários sobre música e movimentos culturais, o destaque de Dario Oliveira recaiu sobre, por exemplo, o filme “Don´t Go Gentle”, um documentário sobre a banda inglesa Idles, “que tem feito furor nos festivais de música” e que se estreou este ano, do realizador Mark Archer.
Outros dos destaques na mesma secção “Transmission”, mas que é um extra-competição, é o documentário “Laurent Garnier: Off The Record”, do realizador Gabin Rivoire.
O festival vai encerrar dia 30 de novembro no Coliseu do Porto.
“É um grande investimento. Vamos transformar o palco do Coliseu por uma noite numa galeria de arte”, declarou Dario Oliveira, recordando que vai poder ver-se a instalação de vÃdeo e performance musical “As Filhas do Fogo”, de Pedro Costa e os Músicos do Tejo.
“De volta à s salas de cinema da baixa da cidade, com uma vontade redobrada de partilhar, por um lado, os novos filmes nas quatro competições habituais do festival e as secções temáticas, e, por outro lado, reencontrar as pessoas num espaço público de discussão e reflexão no Fórum do Real e Call to Action, espaços onde a comunidade local e os convidados do festival se juntam em participações espontâneas”, lê-se no texto de Dario Oliveira entregue à comunicação social.
Em julho, a organização do festival tinha revelado que “o tema central para a edição 2021 segue o repto ‘Ideias para Adiar o Fim do Mundo'”, inspirado num livro do ambientalista indÃgena brasileiro Ailton Krenak, para abordar questões sobre ambiente, polÃtica e consumo.
A 8.ª edição do Porto/Post/Doc teve um orçamento “igual” à edição de 2019, que teve um valor na ordem dos 117 mil euros, disse à Lusa Dario Oliveira.
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