
Funchal, Madeira, 28 set 2023 (Lusa) — O porta-voz do PAN na região da Madeira, Joaquim Sousa, pediu hoje a demissão da porta-voz nacional do partido, Inês de Sousa Real, por “ilegalidades estatutárias” e por participar na tentativa de condicionar a Comissão PolÃtica Regional.
“Peço o afastamento da doutora Inês de Sousa Real da Comissão PolÃtica Permanente [do PAN], porque não tem condições polÃticas, éticas ou pessoais para continuar a representar um partido que se baseia na empatia, na seriedade, no combate à corrupção, na honestidade e não nos compadrios”, afirmou Joaquim Sousa, em declarações à agência Lusa.
O porta-voz do PAN/Madeira indicou que irá apresentar o pedido de demissão de Inês de Sousa Real na reunião prevista para esta noite, em que será ouvido pela direção do PAN, que propôs a sua suspensão imediata de funções e a expulsão do partido.
“Vou pedir, nessa reunião, que seja aberto um processo de inquérito com vista à expulsão da doutora Inês de Sousa Real, por todo o mal que tem feito ao PAN e, acima de tudo, participar na tentativa de condicionar uma comissão polÃtica como a Comissão PolÃtica Regional da Madeira”, apontou Joaquim Sousa.
Sobre a proposta da direção do PAN relativamente ao seu afastamento do partido, o porta-voz do PAN/Madeira acusou Inês de Sousa Real de “ilegalidades estatutárias”, nomeadamente na escolha da lista candidata à s eleições regionais e na retirada dos acessos ao e-mail e à s redes sociais do PAN.
“Joaquim Sousa pediu para participar na votação que escolheu a lista candidata à s eleições regionais e Inês de Sousa Real informou os comissários polÃticos nacionais que Joaquim Sousa não pediu para ser ouvido, o que é mentira. […] Inês Sousa Real disse aos comissários polÃticos nacionais que ia ligar a Joaquim Sousa, até hoje nunca ligou”, apontou o presidente da Comissão PolÃtica Regional do PAN/Madeira.
Relativamente à s acusações da direção do PAN de que esteve a “apelar publicamente à não votação no seu próprio partido e inclusivamente andado a negociar e em conversações com outras forças polÃticas”, Joaquim Sousa rejeitou todas essas crÃticas que são apontadas como justificação para a sua expulsão do partido.
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