
Maputo, 12 mai 2026 (Lusa) — Cinco homens foram agredidos por populares, por suspeitas de integrarem grupos terroristas no distrito de Ancuabe, provÃncia moçambicana de Cabo Delgado, tendo dois morrido e outros três acabaram detidos pelas autoridades após tentarem saquear residências abandonadas durante ataques armados.
A porta-voz do Comando Provincial da PolÃcia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado, Eugénia Nhamussua, citada hoje pela comunicação social, disse que, enquanto a população fugia para zonas mais seguras, devido aos ataques armados registados naquela região do norte de Moçambique, os homens, que não são da região, entraram na aldeia para “poder aproveitar-se da fragilidade das residências por falta de guarnição e poderem apoderar-se dos bens que fossem lá encontrados”.
“Importa referenciar que mesmo na entrada da aldeia, estes incendiaram uma residência e isto foi a chamada de atenção para a população. Daà que a população infelizmente enfureceu-se e acabou espancando estes cinco indivÃduos”, tendo dois morrido, acrescentou Eugénia Nhamussua.
O caso ocorre numa altura em que continua a deteriorar-se a segurança em vários distritos de Cabo Delgado, sobretudo em Ancuabe, Macomia e MocÃmboa da Praia, provÃncia afetada há mais de oito anos por ataques armados atribuÃdos a grupos extremistas associados ao Estado Islâmico.
A organização ACLED registou 15 eventos violentos nas duas últimas semanas na provÃncia moçambicana de Cabo Delgado, sete envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que provocaram 15 mortos, elevando para 6.542 os óbitos desde 2017.
De acordo com o último relatório da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês), com dados de 20 de abril a 03 de maio, dos 2.371 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.191 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).
EYMZ (PVJ)Â // MLL
Lusa/Fim



