
Cracóvia, Polónia, 08 set 2022 (lusa) — A Polónia juntou-se hoje aos Estados bálticos — Lituânia, Letónia e Estónia – e os quatro vão restringir ao máximo a entrada nos respetivos territórios, a partir de 19 de setembro, de cidadãos russos com vistos para o espaço Schengen.
A decisão destes quatro paÃses com fronteira com a Rússia de restringirem a entrada de cidadãos russos para fins turÃsticos, culturais, desportivos e comerciais foi anunciada num comunicado conjunto assinado pelo primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, e os seus homólogos dos paÃses bálticos – a estónia Kaja Kallas, a lituana Ingrida Simonyte e o letão Arturs Kriszjanis Karins.
Os três Estados bálticos deixaram de emitir vistos turÃsticos e outras autorizações a cidadãos russos pouco tempo depois do inÃcio da invasão russa da Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro.
No entanto, até agora, os cidadãos russos com vistos de qualquer um dos paÃses do espaço Schengen (espaço europeu de livre circulação) podiam viajar livremente para os territórios destes paÃses bálticos.
Na mesma nota conjunta, assinada pelos quatro chefes de Governo, pode ler-se que “os paÃses fronteiriços com a Rússia estão cada vez mais preocupados com o afluxo significativo e crescente de cidadãos russos através das suas fronteiras para a União Europeia (UE) e para o espaço Schengen”.
“Acreditamos que isto começa a representar uma séria ameaça à segurança pública e a todo o espaço Schengen”, prossegue o texto dos primeiros-ministros da Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia, até porque “três quartos dos cidadãos russos apoiam a agressão da Rússia contra a Ucrânia”.
Estes quatro paÃses comprometem-se a pôr em prática a quase total limitação de vistos aos russos “antes de 19 de setembro de 2022” e garantem que vão “continuar a procurar uma abordagem comum ao nÃvel da UE” sobre este assunto.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE decidiram, na semana passada, em Praga, suspender um acordo de liberalização dos vistos com a Rússia.
No entanto, não validaram uma proibição de vistos mais ampla, como tinham solicitado a Polónia e os Estados bálticos, que na altura avisaram que avançariam então juntos.
Serão abertas exceções para diferentes categorias, incluindo “dissidentes”, “casos humanitários”, razões familiares e titulares de autorizações de residência na UE, bem como o trânsito de viajantes de e para o enclave russo de Kaliningrado, no Báltico, de acordo com o comunicado.
“Continuamos a afirmar a necessidade de apoiar os opositores ao regime de [Presidente russo, Vladimir] Putin e oferecer-lhes oportunidades para deixarem a Rússia”, refere o texto.
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