
Lisboa, 19 set 2022 (Lusa) – O superintendente Paulo Caldas, que comanda a PolÃcia Municipal de Lisboa há sete anos, alerta que a força que dirige “corre risco de existência” a partir de 2024, se o estatuto da PSP for aplicado sem qualquer medida travão.
“Em 2024, corro o risco de não ter efetivos suficientes para manter a PolÃcia Municipal. Ou seja, a partir do próximo ano, começa a tornar-se crÃtico”, afirma Paulo Caldas, numa entrevista publicada na edição de hoje do Diário de NotÃcias.
O comandante da PolÃcia Municipal afirma ter atingido o pico de efetivos em 2018, “com 588 pessoas”, mas a partir daà começou a queda. Atualmente, conta com “452 efetivos” e há previsões de que “no final deste ano ou de 2023 possa chegar aos 250/300 homens”.
“Se o estatuto de pessoal da PSP for aplicado e não houver anualmente uma medida travão, como tem existido, a PolÃcia Municipal corre risco de existência a partir de 2024”, alerta.
Paulo Caldas assume que, “apesar da modernização na PolÃcia Municipal de Lisboa, a par com o reforço de meios operacionais e competências, verifica-se um declÃnio gradual do número de efetivos”.
Atualmente, a polÃcia tem um “défice de 160 elementos relativamente ao quadro orgânico de 600 efetivos”, o que limita a intervenção e visibilidade deste força na cidade.
O decréscimo de agentes deve-se essencialmente ao facto de muitos se terem reformado e “não terem sido substituÃdos”.
Na entrevista, o superintendente que foi nomeado no tempo de Fernando Medina e continuou com Carlos Moedas destaca o trabalho de proximidade desenvolvido pela instituição que dirige, indicando que no caso do bairro Padre Cruz as três coisas que verificou causarem mais insegurança à s pessoas eram “os cães que andavam sem trela, as viaturas abandonadas e a falta de iluminação”.
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