
Hong Kong, China, 30 abr 2023 (Lusa) — O Departamento de Crime Organizado e TrÃades da polÃcia de Hong Kong prendeu mais de 200 pessoas numa operação contra as máfias na região administrativa especial chinesa, avançou hoje a imprensa local.
A ação policial, apelidada de “Flowing Shade” (em português, “sombra fluida”), ocorreu entre quinta-feira e sábado, para combater o crime e as atividades das máfias chinesas, conhecidas como trÃades.
A operação incluiu raides em vários locais ligados ao crime organizado, o que resultou na apreensão de uma pequena quantidade de armas e drogas, assim como equipamento e material utilizado em jogo ilegal.
Ao contrário da região vizinha de Macau, onde os jogos de fortuna e azar em casinos são legais, em Hong Kong apenas são autorizadas apostas em corridas de cavalos e em lotarias.
A operação “Flowing Shade” terminou com a detenção de um total de 225 pessoas, entre as quais 141 homens e 84 mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 87 anos, das quais 71 são cidadãos não chineses.
Os detidos são suspeitos de agressões com ferimentos, posse ilegal de armas, venda de bebidas alcoólicas sem licença, exploração de casas de jogo, tráfico de drogas perigosas, branqueamento de capitais, organização de lutas ilegais em locais públicos e reuniões ilegais.
Alguns dos suspeitos já foram presentes a tribunal e acusados formalmente.
A polÃcia realizou também, na noite de sábado, uma operação conjunta chamada “Saara” na área de Tsim Sha Tsui, no centro de Hong Kong, para combater a contratação ilegal de trabalhadores vindos do exterior.
A polÃcia, citada pela imprensa local, sublinhou que uma das suas prioridades é o combate à s trÃades e prometeu continuar a recolher informação e a realizar operações tanto contra crimes violentos como contra as atividades e fontes de rendimento das máfias.
Em fevereiro, numa outra operação contra as trÃades, as forças de segurança de Hong Kong detiveram 234 pessoas e apreenderam drogas, armas, carros e contrabando.
As trÃades surgiram entre 1842 e 1930, quando membros de sociedades secretas da China imigraram para Hong Kong e formaram organizações de ajuda mútua.
De acordo com especialistas, estas organizações estão envolvidas em atividades criminosas que vão desde o tráfico de drogas e prostituição até aos jogos de azar e extorsão.
A polÃcia de Hong Kong registou 2.554 casos de crimes relacionados com as trÃades no ano passado, o que representou um aumento de 35,3% em relação a 2021.
VQ // VQ
Lusa/Fim



