Polícia brasileira desmantela rede acusada de vender dados de juízes do supremo

Rio de Janeiro, 05 mar 2026 (Lusa) — A Polícia Federal (PF) do Brasil desmantelou hoje uma rede acusada de aceder ilegalmente a informações confidenciais de juízes do Supremo Tribunal Federal e de outras autoridades em bases de dados governamentais para as vender na internet. 

Segundo informações divulgadas pela imprensa, entre os juízes cujos dados foram obtidos ilegalmente encontra-se Alexandre de Moraes, relator do processo que culminou na condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

De acordo com o comunicado da PF, esta organização criminosa era “especializada na obtenção, na adulteração, na comercialização e na disseminação ilícita de dados pessoais e sensíveis provenientes de bases governamentais e privadas”. 

A rede de ‘hackers’ começou a ser investigada no ano passado, depois das autoridades terem descoberto na internet uma base de dados não oficial alimentada com informações extraídas ilegalmente de sistemas governamentais e que oferecia para venda dados pessoais de juízes do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, de Tocantins e de Alagoas”, lê-se na mesma nota. 

Os membros da rede poderão ser acusados dos crimes de associação criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e branqueamento de capitais. 

 

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