
Luanda, 25 out 2025 (Lusa) — Ativistas queixaram-se hoje de terem sido mais uma vez impedidos pela polÃcia angolana de realizarem a vigÃlia “pela liberdade dos presos polÃticos” no Largo das HeroÃnas, em Luanda, denunciando alegadas intimidações dos efetivos no local.
Desde as 17:00 locais (mesma hora em Lisboa) que um cordão de efetivos da polÃcia marcou presença naquele largo e arredores, sendo visÃveis agentes e viaturas ao longo da avenida Ho Chi Minh, centro de Luanda, até depois das 19:00.
A vigÃlia “pela liberdade dos presos polÃticos” e “contra todas as formas de perseguição em Angola”, uma iniciativa da União Nacional para a Total Revolução de Angola (UNTRA), estava prevista para as 18:00.
No entanto, segundo o ativista e membro da UNTRA Bento Fernando, a polÃcia impediu o protesto.
“Estivemos lá presentes, mas fomos intimidados e nos obrigaram a não entrar no perÃmetro, senão a polÃcia tomaria outras medidas, então fomos mesmo impedidos”, disse à Lusa.
“Não nos deram espaço e alertaram que quem entrasse [no largo] iria assumir as consequências. Ainda conversamos com a polÃcia durante uma hora, mas a nossa vigÃlia foi mesmo abortada”, lamentou o ativista.
A vigÃlia havia sido comunicada ao Governo da ProvÃncia de Luanda e ao Comando Provincial de Luanda, como disse anteriormente LuÃs Antunes, coordenador provincial da UNTRA em Luanda.
Os ativistas Osvaldo Caholo, Serrote José de Oliveira “General Nila” (presidente da UNTRA), André Miranda, Kiluanje Lourenço, Buka Tanda, Gonçalves Frederico “Fredy” e Soba PrÃncipe, detidos em julho na sequência da manifestação dos estudantes e da paralisação dos taxistas contra a subida dos combustÃveis, e mais cinco lÃderes de associações e cooperativas de táxi, são considerados “presos polÃticos” por ativistas e membros da sociedade civil.
Os detidos estão indiciados dos crimes de rebelião, apologia ao crime, vandalismo e terrorismo.
Há uma semana, a polÃcia angolana havia igualmente abortado uma vigÃlia, em Luanda, convocada por membros da sociedade civil “pela libertação dos presos polÃticos”, tendo retirado do local vários jovens.
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