
HelsÃnquia, 16 dez 2025 (Lusa) — O primeiro-ministro polaco admitiu hoje estar pessimista em relação à s negociações de paz na Ucrânia, alegando falta de vontade de cooperação de Moscovo, e exortou os parceiros europeus e da NATO a unirem-se para se fazerem respeitar.
“Precisamos de uma demonstração de boa vontade da Rússia, mas devo dizer que o meu sentimento é muito claro e algo pessimista, porque os russos e a boa vontade são uma contradição”, disse Donald Tusk à chegada à Cimeira da Fronteira Leste, em HelsÃnquia, onde estarão os lÃderes de oito paÃses da Europa de Leste.
Para o primeiro-ministro polaco, a única forma de lidar com a Rússia é demonstrar determinação e trabalhar em conjunto com os Estados Unidos, porque — na sua opinião — a única coisa que os russos respeitam é a força.
“O único caminho e a única oportunidade para a Ucrânia e para todos nós é a nossa união. Havia dúvidas, mas hoje acredito que os norte-americanos estão muito mais próximos de nós do que dos russos”, defendeu.
Para Tusk, o desenvolvimento mais positivo neste momento é que, após as recentes negociações entre os Estados Unidos, a União Europeia (UE) e a Ucrânia, realizadas em Berlim, parece que todos estão “na mesma equipa” contra a Rússia.
Na sua opinião, a única vantagem que o Kremlin (presidência russa) mantém sobre a Europa é “a sua determinação e vontade de lutar”, pelo que considera crucial que os paÃses europeus demonstrem mais autoconfiança e mostrem que são capazes de se defender.
O primeiro-ministro polaco escusou-se a comentar a possÃvel cedência de territórios ucranianos a Moscovo para alcançar um acordo de paz, mas referiu que o seu papel, tal como o do resto da União Europeia, é “proteger a Ucrânia, e não pressioná-la a fazer concessões terrÃveis”.
Tusk está a participar na Cimeira da Fronteira Leste em HelsÃnquia, juntamente com os lÃderes da Finlândia, Suécia, Estónia, Letónia, Lituânia, Bulgária e Roménia, uma reunião destinada a reforçar as capacidades de segurança e defesa europeias na Europa de Leste, a região mais próxima da Rússia.
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