
Lisboa, 24 set 2025 (Lusa) — O primeiro-ministro pediu hoje responsabilidade na discussão do Orçamento do Estado, dizendo que “o paÃs não pode ficar refém de crises polÃticas”, e prevê um crescimento próximo de 2% e um superávite de 0,3% este ano.
Na sua intervenção inicial no debate quinzenal no parlamento, LuÃs Montenegro disse que o Governo “tudo fará para garantir a estabilidade e a continuação do bom desempenho económico e financeiro do paÃs”, recordando que houve reuniões com todos os grupos parlamentares.
No entanto, avisou que o programa de Governo aprovado é o do PSD/CDS-PP, que não foi rejeitado pelo parlamento.
“Este não é um momento de agendas polÃticas partidárias, muitas vezes egoÃstas e muito menos o tempo para termos instabilidade polÃtica. De todos os partidos esperamos, por isso, sentido de responsabilidade e disponibilidade para colocar o interesse nacional e dos portugueses à frente de qualquer interesse particular”, afirmou.
Montenegro salientou que, dado o contexto internacional, “Portugal deve continuar a ser um farol de estabilidade”.
“O paÃs não pode nem deve ficar refém de crises polÃticas ditadas por caprichos partidários ou mesmo pessoais”, avisou.
Sobre as contas públicas, o primeiro-ministro admitiu que o contexto é “muito desafiante”, mas afirmou que o Governo manterá os seus principais objetivos.
“Em primeiro lugar, termos em 2025 um crescimento económico acima da média da União Europeia, próximo de 2%, e um superavit a rondar os 0,3% e a continuação de uma trajetória de redução do ratio da dÃvida pública”, afirmou, considerando que “estas metas são atingÃveis”.
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