
São João da Madeira, Aveiro, 28 jul 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro considerou hoje que um eventual ato de vandalismo contra o gabinete do lÃder do Chega “é inconcebÃvel em democracia” e deve ser alvo de uma investigação rápida e conclusiva.
À saÃda de uma iniciativa em São João da Madeira (no distrito de Aveiro), LuÃs Montenegro foi questionado pelos jornalistas sobre a denúncia de André Ventura, nas redes sociais, de que o seu gabinete de deputado na Assembleia da República foi invadido, começando por dizer que não fazia “a menor ideia” do que se teria passado.
“Aquilo que eu posso dizer é que, se houve algum ato de vandalismo, ele deve ser naturalmente investigado e os seus responsáveis devem ser responsabilizados. Isso é inconcebÃvel numa democracia madura como é a democracia portuguesa”, afirmou o primeiro-ministro.
Montenegro acrescentou que, por se tratar de um ato cometido nas instalações de um órgão de soberania, a Assembleia da República, esse trabalho de investigação deve ser ainda mais “rápido e conclusivo”
“Para que possamos erradicar qualquer tentação mais extremista em termos de ataque aos esteios do sistema democrático e ao respeito daqueles que representam a vontade polÃtica do povo português”, disse.
A Unidade Nacional Contraterrorismo da PolÃcia Judiciária está hoje a fazer diligências no gabinete do presidente do Chega na Assembleia da República, depois de André Ventura ter divulgado nas redes sociais que o espaço teria sido invadido.
No vÃdeo divulgado nas redes sociais de André Ventura veem-se vários documentos, jornais e objetos espalhados pelo chão e armários abertos.
Na mensagem que acompanha o vÃdeo, o lÃder do Chega escreveu: “Assim está o meu gabinete esta manhã na Assembleia da República. Alguém estava à procura de alguma coisa e não se coibiu de agir dentro do próprio Parlamento”.
“Não sei ainda se foi roubado algum documento ou não, mas atingimos o grau zero da nossa democracia”, acrescenta André Ventura.
Contactada pela Lusa, fonte oficial adiantou que a PolÃcia Judiciária “tomou conta” da ocorrência e a Unidade Nacional Contraterrorismo “está a fazer diligências” na Assembleia da República.
Fonte oficial do partido indicou à Lusa que o alerta foi dado por um dos deputados do partido, “cerca das 6:30 ou 7:00 da manhã”.
A mesma fonte disse que nem a sala do grupo parlamentar adjacente nem outro gabinete do partido aparentam ter sido remexidos, apenas o gabinete de André Ventura.
Esta fonte indicou igualmente que só após as diligências da PJ é que o partido vai equacionar “tomar alguma medida”.
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