
Maputo, 05 jun 2026 (Lusa) — A primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, desafiou hoje a nova Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (Anditur) a transformar o turismo num setor estruturado, financiável, competitivo à escala global e integrado nas cadeias internacionais de valor.
“Cabe a si e à sua equipa de trabalho assegurarem que o turismo em Moçambique deixe de ser um setor de oportunidades dispersas e passe a ser um setor estruturado, financiável, competitivo à escala global e integrado nas cadeias internacionais de valor”, disse Maria Benvinda Levi, na cerimónia de tomada de posse do primeiro presidente do conselho de administração da Anditur, Hélder Jauana, em Maputo.
A governante afirmou que a criação da Anditur representa uma mudança de paradigma na abordagem ao turismo, deixando de ser encarado apenas como uma atividade promocional para passar a ser tratado como instrumento de investimento, estruturação de projetos e agregação de valor à economia.
“A Anditur nasce com o mandato de transformar o turismo num verdadeiro motor de crescimento económico, geração de emprego, inclusão social e projeção internacional do nosso país”, declarou.
Segundo Maria Benvinda Levi, a nova agência deverá atuar em toda a cadeia de valor do turismo, desde a promoção da marca turística nacional até à mobilização de investimento nacional e estrangeiro, estruturação financeira de projetos e promoção de parcerias público-privadas.
A primeira-ministra defendeu igualmente que a Anditur deve assumir um papel central na remoção dos obstáculos que condicionam o crescimento do setor, apontando a morosidade dos processos de licenciamento, atribuição de concessões, articulação institucional e estruturação de projetos bancáveis.
Acrescentou que a agência deverá funcionar como balcão único nacional do investimento turístico, assegurando serviços integrados, avaliações técnicas e acompanhamento dos investidores desde a conceção até à implementação dos projetos.
“É de igual forma vital assegurar que o turismo contribua para a diversificação da economia, o equilíbrio da balança de pagamentos e a afirmação de Moçambique como destino global, competitivo e seguro”, sublinhou.
Maria Benvinda Levi defendeu ainda o desenvolvimento de diferentes segmentos turísticos, incluindo ecoturismo, turismo de sol e praia, de negócios, desportivo, cultural, gastronómico, histórico, religioso e de aventura.
A governante apontou como prioridades da Anditur a eficiência institucional, o reforço da parceria com o setor privado e a maximização do impacto económico e social dos projetos, defendendo a integração das micro, pequenas e médias empresas nacionais e o fortalecimento do conteúdo local.
Reagindo à nomeação, Hélder Jauana afirmou que pretende ser avaliado pelos resultados alcançados e não pelos debates em torno da sua escolha para liderar a instituição.
“O povo moçambicano vai-me avaliar sobre isto, o produto que eu vou trazer (…) mas um país não discute rótulos, discute resultados daquilo que quem está a dirigir vai fazer”, disse Hélder Jauana aos jornalistas.
Criada por decreto do Conselho de Ministros de 25 de maio, a Anditur tem como missão coordenar e fomentar o desenvolvimento do turismo, facilitar investimentos e posicionar Moçambique como destino turístico regional e internacional de referência.
EYMZ (PME) // VM
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