PM diz que “é cedo” para aumento permanente de pensões e admite suplemento se finanças permitirem

Lisboa, 29 abr 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou hoje que “é cedo” para um aumento permanente das pensões mais baixas, admitindo um novo suplemento extraordinário se as finanças públicas permitirem, em resposta ao secretário-geral do PS, no debate quinzenal.

“O pagamento de suplementos extraordinários foi a decisão que nós tomámos em 2024, que tomámos em 2025 e que está inscrito no Orçamento do Estado que tomaremos em 2026 se a meio do ano tivermos finanças públicas que nos permitam tomar tal decisão. Esse é um compromisso meu. Faça o favor, não fique com ele”, disse o primeiro-ministro.

No debate quinzenal no parlamento, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, tinha apelado à “sensibilidade do primeiro-ministro” sobre as pessoas que recebem pensões mínimas e que são especialmente afetadas pelo aumento do custo de vida, perguntando se Luís Montenegro está disponível para cumprir “a palavra dada” de um suplemento extraordinário, mas insistindo num aumento “duradouro que melhore as pensões mais baixas”.

O primeiro-ministro observou que o compromisso do PS “era diferente” e passava por “aproveitar um saldo da Segurança Social deste ano para comprometer o pagamento de pensões para 20, 30, 40 ou 50 anos de forma permanente”. 

“Nós também queremos lá chegar, mas é cedo. Vamos primeiro colocar o país no trilho certo, a crescer com mais robustez e a ganhar, do ponto de vista económico, o fogo para poder tomar uma decisão desse calibre”, disse.

 

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