
Pequim, 18 out 2022 (Lusa) — O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, assegurou hoje que a economia da China está a recuperar, após o abrandamento suscitado pelas medidas de prevenção epidémica, e pediu polÃticas que favoreçam o crescimento, segundo a imprensa oficial.
As declarações de Li foram feitas durante uma reunião com delegados regionais, no âmbito do 20º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), que se realiza esta semana, em Pequim, e que deve reforçar o estatuto do atual secretário-geral da organização, Xi Jinping.
O primeiro-ministro assegurou que a aplicação de polÃticas que promovam o crescimento vai manter a economia a funcionar.
Durante a cimeira, Li, que vai deixar o cargo em março próximo, apelou a uma “melhoria e expansão adequada” da economia chinesa, reafirmando o seu compromisso com o processo de “reforma e abertura”, a fórmula que permitiu que a China registasse altas taxas de crescimento económico nas últimas décadas.
Li enfatizou a importância de realizar reformas no sistema para “desenvolver uma economia de mercado socialista” e “criar condições para garantir uma concorrência justa no mercado”, destacando a necessidade de “promover uma abertura de alto nÃvel”.
A avaliação positiva do primeiro-ministro sobre a economia chinesa surge no mesmo dia em que o Gabinete Nacional de EstatÃsticas da China adiou a publicação dos dados do Produto Interno Bruto relativos ao terceiro trimestre, sem qualquer explicação.
A Administração Geral das Alfândegas já tinha faltado ao compromisso de publicar os dados relativos ao comércio externo de setembro, na passada sexta-feira.
Nesta segunda-feira, o vice-diretor da Comissão Nacional para a Reforma e Desenvolvimento – o órgão máximo de planeamento económico do paÃs -, Zhao Chenxin, também referiu uma “notável tendência de recuperação” da economia, durante o terceiro trimestre, embora não tenha fornecido números.
Pequim estabeleceu, em março passado, uma meta de crescimento de 5,5% para este ano – a menor das últimas décadas, mas, segundo analistas, muito ambiciosa face ao contexto atual.
No segundo trimestre do ano, a Ómicron, uma variante da covid-19 considerada altamente contagiosa, obrigou as autoridades chinesas a impor medidas de confinamento extremas, para salvaguardar a estratégia de ‘zero casos’, assumida como um triunfo polÃtico por Xi Jinping.
PerÃodos de isolamento impostos em Xangai, a “capital” financeira do paÃs, e em importantes cidades industriais como Changchun e Guangzhou, tiveram forte impacto nos setores serviços, manufatureiro e logÃstico.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial previram que a economia chinesa cresça 3,2% e 2,8%, este ano, respetivamente.
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