
Redação, 28 ago 2025 (Lusa) — Os ex-presidentes da FIFA e da UEFA, o suÃço Joseph Blatter e o francês Michel Platini, respetivamente, foram hoje definitivamente absolvidos das acusações de pagamento ilÃcito ao ex-futebolista internacional gaulês, após o Ministério Público helvético ter recusado recorrer.
“O Ministério Público da Confederação renuncia a apresentar recurso”, revelou o organismo em comunicado, aceitando a decisão de primeira e segunda instância.
Em 25 de março, Blatter e Platini foram absolvidos de novo pela justiça da SuÃça, no processo motivado pelo alegado pagamento ilÃcito ao ex-futebolista internacional gaulês.
O Ministério Público suÃço recorreu da decisão da primeira instância, em julho de 2022, que absolveu as duas antigas figuras de cúpula do futebol mundial e europeu, mas o Tribunal Penal Federal, reunido em Muttenz (perto de Basileia), voltou a não encontrar motivos para uma condenação.
Em 04 de março, o gabinete do Procurador-geral da SuÃça tinha pedido que fosse aplicada a Blatter, de 89 anos, e Platini, de 69 anos, a pena de um ano e oito meses de prisão, suspensa por igual perÃodo, pelo alegado pagamento ilÃcito de dois milhões de francos suÃços (cerca de 1,8 milhões de euros) por parte da FIFA ao então presidente da UEFA.
Os dois antigos dirigentes, que incorriam numa pena de até cinco anos de prisão, voltaram a sentar-se no banco dos réus, depois de terem sido ilibados num primeiro julgamento dos crimes de corrupção, fraude, falsificação, apropriação indevida de fundos e má gestão.
Na base da acusação está o recebimento daquela quantia em 2011, por serviços prestados por Platini como conselheiro de Blatter entre 1998 e 2002, tendo ambos justificado que o valor foi tão diluÃdo no tempo porque as finanças da FIFA, na altura, não permitiram o pagamento de outra forma.
A acusação considerou que o pagamento efetuado pela FIFA a Platini — que se tornou posteriormente presidente da UEFA, entre 2007 e 2015 — foi ilÃcito, mas Blatter e o ex-futebolista alegaram ter sido o resultado de um “acordo de cavalheiros”, efetuado sem testemunhas.
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