
CORREÇÃO: Lisboa, 12 jan 2024 (Lusa) — A plataforma que junta vários sindicatos da PSP e associações socioprofissionais da GNR defendeu hoje que todos os partidos polÃticos devem tomar “uma posição sólida e clara” sobre os direitos dos polÃcias, antes das eleições legislativas.
Bruno Pereira, um dos representantes desta plataforma que junta as estruturas representativas dos operacionais da PSP e da GNR, frisou hoje que deve haver uma “posição sólida e clara” dos partidos polÃticos para que “não fique a dúvida relativamente à forma como olham para os direitos dos polÃcias”.
O também presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolÃcia (SNOP) falava hoje aos jornalistas após uma reunião informal com o ministro da Administração Interna, José LuÃs Carneiro, que decorreu depois de uma cerimónia de assinatura do protocolo para a instalação e gestão cientÃfica, operacional e turÃstico-cultural do Centro Interpretativo do 25 de Abril, na qual esteve o primeiro-ministro, António Costa, e que decorreu no Ministério da Administração Interna, em Lisboa.
Bruno Pereira esclareceu que o objetivo não foi falar com o primeiro-ministro — que não se cruzou à entrada com estes representantes – e que a presença no local foi simbólica, no âmbito da onda de protestos desta semana dos polÃcias por melhores condições de trabalho e salariais.
Os representantes, contou ainda, mantiveram uma “conversa rápida” com o ministro da Administração Interna, José LuÃs Carneiro, a convite do governante, que transmitiu que apesar da luta dos polÃcias ser legÃtima, não pode vincular-se a qualquer promessa “tendo em conta o momento polÃtico”.
O ministro da Administração Interna já tinha referido hoje que o Governo “está a entrar numa fase de gestão e não tem condições” para dar respostas à s reivindicações dos polÃcias, remetendo uma solução para um futuro Governo.
Perante a proximidade com as eleições legislativas, de 10 de março, o lÃder do SNOP considerou “mais do que legÃtimo” que os partidos se debrucem sobre os direitos dos polÃcias.
“Por isso é que temos programas de governo. (…) [Tal como] inscrevem nos seus programas as suas propostas eleitorais, como na saúde, na educação, na habitação e tantas outras, [devem] fazê-lo também relativamente à segurança”, apontou.
Bruno Pereira garantiu ainda que a plataforma que junta as estruturas representativas dos operacionais da PSP e da GNR fala “a uma só voz” e que esta endereçou hoje um pedido para reuniões com os partidos polÃticos, que pretendem que decorram em 26 de janeiro.
“Esperamos que todos os partidos polÃticos democráticos venham discutir esta temática para que todos, na mesma frequência, no mesmo plano, possam assumir a sua posição relativamente a esta questão”, acrescentou.
Os polÃcias voltaram hoje, pelo quinta dia consecutivo, aos protestos, numa iniciativa que começou com um agente da PSP em frente à Assembleia da Republica, em Lisboa, e está a mobilizar cada vez mais elementos da PSP e da GNR, bem como da guarda prisional.
A contestação dos elementos da PSP e dos militares da GNR teve inÃcio após o Governo ter aprovado em 29 de novembro o pagamento de um suplemento de missão para as carreiras da PJ, que, em alguns casos, pode representar um aumento de quase 700 euros por mês.
Estes protestos surgiram de forma espontânea e não foram organizados por qualquer sindicato, apesar de existir uma plataforma, composta por sete sindicatos da PSP e quatro associações da Guarda Nacional Republicana, criada para exigir a revisão dos suplementos remuneratórios nas forças de segurança.
Esta plataforma decidiu cortar totalmente as relações com o Ministério da Administração Interna.
Os protestos dos polÃcias estão a ser organizados através de redes sociais como Facebook e Telegram.
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