
Lisboa, 01 jun (Lusa) – O Conselho Económico e Social (CES) considera que o Plano Nacional de Reformas 2017 (PNR 2017) tem “falta de rigor”, “é limitado do ponto de vista estratégico” e preocupa-se em demonstrar que o país está “a atingir a normalidade”.
De acordo com uma versão preliminar do parecer do CES sobre o PNR 2017, a que a Lusa teve hoje acesso, este órgão afirma que o documento “merecia um calendário de discussão mais alargado e justificava um outro cuidado na sua própria elaboração”, sublinhando que “existem vários pontos em que há falta de rigor”.
Os exemplos apontados são ao nível da linguagem, destacando o CES que, “na justificação da gratuitidade dos livros escolares, confunde-se equidade com igualdade”, mas também quanto aos números, sublinhando o CES que se confunde investimento total com investimento privado, ou mesmo na justificação de alguns objetivos, como “aumentar a despesa em Investigação e Desenvolvimento para 2,7% do PIB”.
