
Lisboa, 21 out 2026 (Lusa) – O ministro da Presidência disse hoje que o Plano de Atividades e Orçamento (PAO) da Lusa está aprovado e remeteu para o Conselho de Administração as questões relativas à saída da diretora de informação da agência noticiosa.
António Leitão Amaro falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito de uma audição regimental.
Questionado sobre o Plano de Atividades e Orçamento, o ministro afirmou que o PAO “está sim aprovado e comunicado à Lusa”.
Quanto à denúncia do Acordo de Empresa (AE), o governante disse que a decisão de manter ou não ou a gestão dos recursos humanos é do foro do Conselho de Administração e não do Governo.
“A decisão não é do Governo”, sublinhou o governante.
Sobre a saída da diretora de informação, Luísa Meireles, da Lusa, Leitão Amaro referiu por mais que uma vez que nada teve a ver com o assunto e que cabe ao Conselho de Administração, que na quinta-feira é ouvido na mesma comissão parlamentar sobre o assunto.
Leitão Amaro reforçou que não deu orientações para a saída da diretora de informação e instou os deputados a questionarem na quinta-feira o Conselho de Administração.
Contou que dado ao teor “das declarações públicas”, questionou ambos os intervenientes “depois de ter terminado o processo”.
“A saída foi feita por acordo, admito que cada uma das partes tenha uma visão sobre a forma interpessoal como interagiram”, prosseguiu, recordando que as audições decorrem “amanhã”.
Na sua intervenção, o ministro disse que falou com Luísa Meireles e agradeceu pelo trabalho que desenvolveu na agência Lusa.
“Eu não mando na gestão do dia a dia da Lusa, tenho poderes limitados nos estatutos que criámos”, rematou.
Quanto ao AE, “não há nenhuma conexão” com os aumentos gerais, os quais são “aprovados pelo Governo por despacho, a Lusa estará a aplicá-los”, sublinhando, mais uma vez, que “o PAO também está aprovado”.
O governante admitiu que há “dificuldade de diálogo interno”, manifestando um “respeito muito grande” por entre as partes.
O Conselho de Administração da Lusa “deve ser fiscalizado e monitorizado” por três forças simultâneas: o acionista, um escrutínio parlamentar e o Conselho Consultivo.
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