
Lisboa, 17 ago 2022 (Lusa) — A PolÃcia Judiciária quer alcançar um quadro de 1.800 inspetores nos próximos dois anos, no âmbito de um plano de reforço negociado com o Governo e que o diretor nacional espera ver incluÃdo no próximo Orçamento do Estado.
“A proposta que a PJ tem é daqui a um par de anos podermos chegar aos 1.800 inspetores e estamos muito legitimamente expectantes, positivamente expectantes, que esse plano há de ir ao encontro desse nosso desejo”, disse o diretor nacional da PolÃcia Judiciária (PJ), LuÃs Neves, aos jornalistas, no final da tomada de posse de dois novos diretores, que decorreu na sede desta polÃcia em Lisboa.
Segundo o diretor nacional, o quadro atual conta com cerca de 1.250 inspetores, mais do que os 968 existentes quando a atual direção da PJ iniciou funções, mas ainda abaixo daquilo que LuÃs Neves diz ser atualmente um caminho “de recuperação”, mas “ainda não de crescimento”, e que contrasta com uma anterior “gritante e revoltante” falta de meios, como referiu no discurso na cerimónia.
“Há de haver essa fase de crescimento e nós temos o compromisso com o Governo que é um compromisso de termos pela primeira vez um plano na afetação de meios humanos e é isso que espero que venha a ser aprovado. Deixámos de estar numa espiral viciosa de morte para estarmos numa espiral de servir o paÃs e a investigação criminal. Neste momento estamos satisfeitos porque sentimos que há um ‘volte face’ relativamente à quilo que é o desejo da instituição”, disse.
A expectativa de LuÃs Neves é que “até à fase de votação” do próximo Orçamento do Estado, a PJ possa saber o que “o futuro reserva”.
“É impossÃvel gerir uma instituição sem ter um mapeamento das pessoas que estão para entrar e para sair”, disse.
A par da recuperação nas contratações de inspetores e peritos, que a PJ tem optado por direcionar para as unidades de combate à corrupção e cibercrime — que quer voltar a ver “capitalizadas quantitativamente, mas também qualitativamente, com formação” — LuÃs Neves defendeu também um crescimento no orçamento da instituição, desde 2005 a crescer abaixo da inflação, afirmando que “isso não pode acontecer”.
“É um momento de otimismo, estamos a mudar o parque imobiliário, espero que não haja nenhum retrocesso e sobretudo que não haja na administração pública ninguém intermédio que se atravesse no caminho, que é um caminho legÃtimo e de crescimento e de dar nova dignidade à instituição e à s pessoas.
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