
Lisboa, 25 set 2026 (Lusa) – A Procuradoria-Geral da República, confirmou hoje que foi instaurado um inquérito às mortes de quatro idosos, utentes num lar em Veiros, no concelho de Estremoz, que teriam sintomas compatíveis com gripe A, não tendo sido ainda constituídos arguidos.
“Confirma-se a instauração de inquérito. Até ao momento, não foram constituídos arguidos”, indicou fonte da PGR à agência Lusa.
Vinte e cinco utentes de um lar em Veiros, no concelho de Estremoz, tem sintomas compatíveis com gripe A e outros quatro morreram, tendo o vírus sido confirmado apenas num caso, revelou hoje a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC).
Em comunicado, a ULSAC disse que existe um “surto de doença respiratória” no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Veiros, em Estremoz, no distrito de Évora, “no contexto do qual foi identificado laboratorialmente infeção por Vírus Influenza A”, ou seja, gripe A.
A ULSAC explicou que, dos 38 utentes que estavam no lar no início do surto, no domingo, quatro morreram, mas apenas num dos casos está confirmada a infeção por Influenza A (gripe A).
Dois dos idosos morreram no lar, entre domingo e terça-feira, mas nenhum destes casos “apresenta confirmação laboratorial de infeção por Vírus Influenza A, pelo que, nesta fase, não é possível estabelecer uma relação entre os óbitos e o agente identificado”, disse a unidade local de saúde.
Segundo a mesma fonte, as outras duas mortes aconteceram já no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), mas, após testes laboratoriais, foi “confirmada a infeção por Vírus Influenza A apenas num deles”, enquanto o outro deu negativo.
Neste momento, de acordo com as informações divulgadas hoje pela ULSAC, três utentes infetados com gripe A estão internados no HESE, um outro está em observação na urgência e no lar encontram-se 21 utentes com sintomas compatíveis com o vírus, o que totaliza 25 idosos.
Contactada hoje pela Lusa, a provedora do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Veiros, Ermelinda Xarepe, esclareceu que os quatro utentes que morreram, dois homens e duas mulheres, tinham “entre 89 e 95 anos”.
Ermelinda Xarepe disse que o lar foi informado da existência “do surto de gripe A” na instituição pela Saúde Pública, a qual, na quinta-feira, efetuou “uma vistoria às instalações e confirmou que as medidas implementadas estão corretas”.
“Temos estado a tomar várias medidas, como a proibição de visitas e já foi efetuada uma limpeza profunda e desinfeção das instalações”, assinalou.
Além disso, continuou, os utentes infetados “estão medicados para a gripe e isolados”, ou seja, “estão nos quartos e têm uma sala separada daqueles que não têm sintomas”.
A provedora afirmou não saber “qual a origem do surto” e acrescentou que também duas funcionárias estão doentes: “Estão em casa, de baixa, porque foram ao médico e estão medicadas para a gripe, mas não fizeram testes”.
No lar “todos estão calmos, funcionários e utentes”, salientou Ermelinda Xarepe, que disse estar convencida de que “as medidas tomadas esta semana poderão normalizar a situação”.
No comunicado divulgado hoje, a ULSAC assinalou que a sua Unidade de Saúde Pública “continua a acompanhar a situação no lar”.
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